Aumento salarial e de subsídios dos vereadores de Manacapuru, podem ser derrubados na Justiça após ação popular na Vara da Fazenda

Uma ação popular com um pedido de suspensão liminar, foi protocolado na 3ª Vara da Comarca de Manacapuru da Fazenda Pública, para impugnar e suspender a promoção do aumento dos próprios salários, promovidos pelos vereadores de Manacapuru.

O Decreto Administrativo Nº 274/2024 aprovou o reajuste salarial dos parlamentares municipais de R$ 7,8 mil para o valor de R$ 16,5 mil reais por mês, a partir de janeiro deste ano. O aumento nos próprios salários foi de R$ 48,75%.

O Decreto de autoria do vereador Manoel Alberto Beníco Brito, o “Tchuco Benício” (PSD), à época presidente da Câmara Municipal de Manacapuru, o que fez com que a folha salarial da casa legislativa deixasse de custar R$ 132,6 mil líquidos por mês, para passar a custar R$ 336,6 mil por mês, um aumento de 153%, considerado oneroso para os cofres públicos.

Além dos salários, existem os subsídios que custam aos cofres de Manacapuru, cerca de R$ 8.703, 19 (oito Mil, setecentos e três reais e dezenove centavos), que dará um gasto de R$ 8,5 milhões até o final desta nova legislatura.

A ação popular afirma que os valores causam prejuízo ao erário público e que a tramitação do decreto na Câmara Municipal de Manacapuru foi feita de modo ilegal, pedindo para o Tribunal anular os aumentos de salários e subsídios por afrontar princípios orçamentários e da boa gestão pública.

Dos novos 21 vereadores eleitos nas últimas eleições municipais em 2024, 10 vereadores de Manacapuru foram reeleitos e outros 14 novos vereadores foram eleitos para compor a nova legislatura.

Leia o pedido de ação popular na íntegra:

Ação Popular contra os vereadores