PF inclui os nomes de Sabá Reis e do empresário Círilo Anunciação na investigação da Operação Dente de Marfim

A Polícia Federal incluiu nas investigações da “Operação Dente de Marfim”, o chamado núcleo político responsável pelos crimes contra a ordem tributária, de sonegação fiscal, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro com contratos da Mamute Conservação, Construção e Pavimentaçao Ltda. na Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) da Prefeitura de Manaus.

Os nomes incluídos pelos investigadores da Polícia Federal, estão o do secretário municipal de Limpeza Pública, Sebastião Reis, o sub-secretário Altervi de Souza Moreira e os empresários Francisco Cirilo Anunciação Neto e Silas de Queiroz Pedrosa, que fazem parte de um suposto esquema de pagamento de “mensalinho” para agentes públicos em troca de contratos para suas empresas.

Os empresários Francisco Círilo e Silas Pedrosa, tiveram seus nomes adicionados pela Polícia Federal após interceptações telefônicas, que mostram que Círilo era a pessoa do cenário político, filiado a partidos vinculados à gestão da prefeitura ao tempo da contratação da empresa Mamute.

A análise da movimentação bancária revelou que tanto a empresa Mamute quanto seus sócios Carlos Edson Guedes de Oliveira Júnior e Alberto Sérgio Gonçalves Costa transacionaram com uma pessoa chamada Francisco Cirilo Anunciação Neto, empresário que recebeu R$ 70.000,00 da Mamute em 10/03/2017, e R$ 110.000,00 de Alberto Sérgio Gonçalves Costa.

Também foram identificadas transferências mensais na faixa aproximada de R$ 4.000,00 de Cirilo para Alberto Sérgio Gonçalves Costa e transferências mensais para Carlos Edson Guedes de Oliveira Júnior na faixa de 8.909,97, além de um depósito em espécie no valor de R$ 250.000,00, apesar de não terem sido identificados os motivos, uma espécie de ‘mensalinho’. Já Silas de Queiroz Pedrosa, sócio de Francisco Cirilo na empresa Rede Floresta Viva Comunicação Lida, recebeu R$ 7.154.206,44 da Mamute em 47 operações, e enviou-a o total de R$ 909.327,46.

Segundo a PF, o ‘Núcleo Empresarial’ do esquema era composto pela empresa Mamute com seus sócios Carlos Edson Guedes de Oliveira Júnior, Leland Juvêncio Barroso Neto e Alberto Sérgio Gonçalves da Silva.

O ‘Núcleo Operacional’, era composto pelo gerente financeiro da Mamute, Wilhame Agnelo Abinader Batista, a empresa ON-Metropolitana Conservação e Saneamento e Emerson da Costa de Oliveira, seu sócio.

Já o ‘Núcleo Jurídico’, tem o escritório de advocacia Sandoval & Sandoval Junior Advogados Associados que, segundo a PF, emitiu notas fiscais possivelmente frias, sem a correspondente prestação dos serviços, sem o recolhimento dos tribulos correspondentes. O inquérito diz que “essas receitas ingressavam nas contas bancárias e eram imediatamente sacadas, tudo levando a intuir que se trata de contas de passagem. A despeito de as notas fiscais terem sido emitidas pelo referido escritório jurídico, a conta bancária que recebeu o pagamento da Mamute foi a conta bancária pessoal do sócio Sandoval Fernando de Freitas Júnior (somatório de R$ 3.301 .324,66), sendo certo, ainda, que esses valores recebidos eram sacados em espécie, logo após o crédito, revelando indícios de possível esquema para encobrir o caminho percorrido pelo dinheiro”.

E por último, o ‘Núcleo Administrativo’ que tem o envolvimento de Ézio Ferreira de Souza Júnior, assessor da Consultoria Técnica no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas. E apura sua influência na tentativa de renovação do contrato da Mamute junto à Prefeitura. Segundo a investigação, a terceira fase das interceptações destaca o diálogo entre Carlos Guedes Junior (sócio da Mamute) e Ézio, onde este relata que teria resolvido um problema possivelmente relacionado com a renovação do contrato.

*Com informações D24AM