
Um homem revoltado com as taxas de acesso ao Porto Público de Manaus – Roadway, localizado no Centro da capital amazonense, e fez um vídeo cobrando as autoridades que tomem providências sobre os abusos.
Nas imagens, o homem mostrou uma mulher que teve de pagar novamente a taxa para entrar no porto e entregar encomendas no local.
“Olha como é que é aqui no Porto de Manaus, a mulher já pagou a passagem, aí ó, as pessoas tão sendo obrigada a pagar de novo o acesso aqui do porto. Isso aqui é uma vergonha aqui no Porto de Manaus. A pessoa tem que pagar duas, três vezes pra entrar no porto. Complicado, a gente tem que denunciar isso aí para os nossos representantes porque isso tá demais, já tá vergonhoso. Já virou uma bagunça o Porto de Manaus. A gente entra para deixar encomenda e tem que pagar. Se você esquecer algum documento aqui fora tem que pagar para entrar de novo”, disse o homem.
O homem criticou os administradores do local e os acusou de estarem fazendo do Roadway uma márfia que tem causado indignação nos usuários do Porto.
“Isso é uma máfia aqui no Porto de Manaus. Os deputados estaduais não estão nos representando porque isso aqui era para pagar só uma vez”, disse.
Nos últimos anos, passageiros e comerciantes têm relatado reajustes nas tarifas de acesso, limitações na aceitação de meios eletrônicos de pagamento e problemas no atendimento ao público, situações que frequentemente motivam reclamações a órgãos de defesa do consumidor e manifestações de usuários nas redes sociais.
Para quem não sabe, o local é gerido pelos lobistas Carlos Antônio de Carli Filho, mais conhecido como “Carlito de Carli”, e Alessandro Bronze, apontado como alguém muito próximo a políticos poderosos no Amazonas.
Bronze é réu na Ação Civil Pública nº 0019436-60.2012.4.01.3200, proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) por supostos atos de improbidade administrativa. A ação questiona a alienação de bens vinculados ao Porto Organizado de Manaus, entre eles um cais flutuante e veículos que, segundo o MPF, integravam o patrimônio da União.
Os fatos investigados remontam a julho de 2005, quando administradores das empresas Amazônia Operações Portuárias e Empresa de Revitalização do Porto de Manaus S/A teriam vendido bens públicos para quitar dívidas privadas das próprias empresas.
Conforme os documentos analisados, entre os itens alienados estavam um cais flutuante de aproximadamente 100 metros, negociado por R$ 100 mil, e dois ônibus vendidos por R$ 80 mil cada, bens adquiridos por meio do Convênio nº 07/1997, firmado para delegar a administração do porto ao Estado do Amazonas.


