
A agressão sofrida pela mãe atípica Suzy Mary, no último sábado (1º), em um espaço de recreação infantil no Amazonas Shopping, reacendeu o debate sobre a importância da conscientização em relação às deficiências ocultas e ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). O episódio também reforça a relevância da Lei Municipal nº 3.112/2023, de autoria da vereadora Thaysa Lippy (União Brasil), que instituiu o uso do colar de girassol como instrumento auxiliar para a identificação de pessoas com deficiência oculta em Manaus.
De acordo com o relato da vítima, seu filho, diagnosticado com TEA, teve uma crise comportamental, enquanto brincava e acabou atingindo outra criança sem intenção. Na sequência, a mãe da outra criança teria partido para agressões físicas contra Suzy, que sofreu lesões pelo corpo e uma fratura em um dos dedos. A ocorrência foi registrada na polícia e será investigada.
Segundo a mãe, seus dois filhos utilizavam o colar de girassol no momento da ocorrência. O acessório, reconhecido internacionalmente, tem como objetivo sinalizar que a pessoa possui uma deficiência não visível, promovendo compreensão, acolhimento e respeito em situações que exigem maior sensibilidade.
Para a vereadora Thaysa Lippy, autora da legislação, o caso demonstra que, embora a lei represente um avanço importante para a inclusão, ainda é necessário ampliar a conscientização da população sobre o significado do colar e sobre as particularidades das pessoas com deficiência oculta.
“Esse episódio nos entristece profundamente e mostra que ainda precisamos avançar na construção de uma sociedade mais empática e preparada para lidar com as diferenças. O colar de girassol é um instrumento de identificação e conscientização, mas seu propósito só será plenamente alcançado, quando as pessoas compreenderem o seu significado e agirem com respeito e acolhimento”, afirmou a parlamentar.
Nesta segunda-feira, dia 03 de agosto, a vereadora pediu um minuto de silêncio em solidariedade à mãe atípica Suzy Mary.
A Lei nº 3.112/2023 busca justamente fortalecer a inclusão social, facilitando a identificação de pessoas com deficiências ocultas, como autismo, TDAH, doenças raras e outras condições que nem sempre são perceptíveis, garantindo atendimento mais humanizado e reduzindo situações de preconceito e constrangimento.
Diante do caso, Thaysa Lippy reafirmou seu compromisso com a defesa das pessoas com deficiência e de suas famílias, destacando que a informação e a educação são fundamentais para prevenir episódios de violência e discriminação.


