
A sessão do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) desta segunda-feira (09/02), teve um embate entre dois conselheiros por conta do Programa “TCE pela Educação”.
Durante o pronunciamento do conselheiro Luís Fabian Barbosa, onde defendia o programa TCE pela Educação, iniciativa que tem o objetivo de fortalecer a gestão educacional nos municípios, por meio de orientações às prefeitura com apoio técnico e monitoramento do ensino nos primeiros anos da educação básica.
Luís Fabian destacou que os municípios como Amaturá, Barreirinha, Careiro da Várzea e São Gabriel da Cachoeira não participaram do lançamento do programa.
O conselheiro Ari Moutinho Júnior parabenizou os municípios ausentes e dirigiu críticas a gestão do ex-titular da Secretaria de Estado da Educação do Amazonas (Seduc-AM), o colega de corte Luíz Fabian Barbosa, e defendeu a prisão da ex-secretária Kuka Chaves e da atual titular da Seduc, Arlete Ferreira.
“Gostaria de parabenizar os municípios que não vieram aqui, que tiveram coragem de não embarcar nessa verdadeira desfaçatez que é a educação do Estado do Amazonas. Uma educação que investe mal e que deveria ter, pelo menos, os últimos três secretários presos. Vejo isso como uma afronta à cidadania. Todo mundo sabe que a Seduc tem uma mão invisível que paira sobre ela, com relações de parentesco e promíscuas com fornecedores. Temos uma educação assaltada diariamente. Esse pacto pela educação deveria começar com a Polícia Federal dentro da Seduc, investigando empresas privadas, contratos ampliados e dispensas de licitação, para identificar esses verdadeiros assaltantes da educação”, disse Ari Moutinho.
O conselheiro Luís Fabian Barbosa afirmou que não utilizará o plenário do TCE-AM para rebater as acusações do colega.
“Não vou perder meu tempo respondendo a impropérios. Existem autoridades constituídas para investigar quaisquer denúncias. Quando cheguei a este tribunal, deixei claro que não vim para isso. Vivemos em um país com uma democracia forte. Não usarei a minha veste, nem deste conselho para buscar plateia. Responderei à altura a tudo que for contra mim”, disse.
A presidente do TCE-AM conselheira Yara Lins, precisou intervir na discussão, para reestabelecer a ordem e dar prosseguimento à sessão.


