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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Salazar e Kidson Maia com medo de serem presos, vão as redes sociais ameaçar: “Amazonas vai parar”

Após a Delegacia Especializada em Crimes Contra à Mulher (DECCM), pedir na justiça a prisão preventiva de Alexandre Salazar, conhecido como “Sargento Salazar” (PL), e de Kidson Maia, conhecido como “Kidson Doido” (PL), o deputado federal eleito foi para suas redes sociais ameaçar “parar o Amazonas” se ele e seu companheiro forem presos.

O desespero do deputado federal eleito, Sargento Salazar, surgiu após a Justiça Eleitoral acatar um pedido da deputada e candidata à vice-governadora Alessandra Campelo (PSD), de conceder medidas protetivas e retirar o posse de armas dos dois políticos do PL.

Salazar usou sua conta no Instagram para ameaçar o candidato Omar Aziz (PSD), e afirmar que se ele e seu companheiro forem presos, o “Amazonas vai parar e a resposta vai ser dada nas urnas”, como se eles estiverem concorrendo o segundo turno das eleições ao Governo do Amazonas.

“A sua vice pediu nossa prisão. Se isso acontecer, o Amazonas vai parar e a resposta vai ser dada nas urnas”, gritou em um vídeo postado nas redes sociais.

Já o candidato à deputado estadual derrotado Kidson Maia, usou suas redes sociais para dizer que não ameaçou a candidata, e ao final do vídeo, fez uma “sarrada”, para ironizar o gesto de “cortar o pescoço”, que tinha feito para Alessandra durante o debate na TV Norte Amazonas.

Sem armas e longe da deputada

Justiça Eleitoral do Amazonas atendeu o pedido da candidata à vice-governadora e deputada estadual Alessandra Campelo (PSD), e concedeu uma medida protetiva de urgência em favor dela contra o vereador e deputado federal eleito Alexandre Salazar, conhecido como Sargento Salazar (PL), e Kidson Maia (PL), por ameaças a parlamentar.

A juíza eleitoral Bárbara Folhadela Paulain, da 70ª Zona Eleitoral de Manaus, no exercício das atribuições de Juízo Eleitoral das Garantias, acatou o pedido de Alessandra e ainda determinou a suspensão da posse e a restrição do porte de armas de fogo de Salazar e Kidson, a proibição de contato dos denunciados com a deputada e também a proibição de aproximação de Alessandra Campelo, com distância mínima de 200 metros.

A magistrada determinou que sejam enviados ofícios à Polícia Militar do Amazonas, órgão de onde os dois são oriundos, além de oficializar à Polícia Federal para consulta ao SINARM, quanto aos dois noticiados; e ao Comando do Exército, para consulta ao SIGMA. Os órgãos devem informar a existência de qualquer arma de fogo registrada nos nomes de Salazar e Kidson.

A medida protetiva foi de natureza preventiva e inibitória e não exigem juízo definitivo sobre a prática de infração penal, mas que existe risco para tal situação. Ainda segundo a juíza, Alessandra Campelo permanece em campanha, o que torna previsível sua participação em outros atos e eventos eleitorais e a possibilidade de novas situações de proximidade.

Entenda o caso

A deputada estadual e candidata a vice-governadora Alessandra Campelo (PSD), afirmou que o Kidson Maia, conhecido como “Doido”, aliado do deputado federal eleito Alexandre Salazar, conhecido como “Sargento Salazar” (PL), fez gestos ameaçadores em direção a ela, nos bastidores do debate desta terça-feira (13/10), Na Tv Norte Amazonas.

Alessandra relatou que Kidson teria feito, por várias vezes, gestos que ela associou a uma ameaça de morte e a um movimento de cortar o pescoço. Campelo decidiu registrar um boletim de ocorrência na Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher.

“Eu me senti ameaçada naquele momento”, disse Alessandra Campelo.

Na saída, jornalistas que acompanhavam o debate abordaram Kidson, questionando ele sobre significado do gesto. Ele não respondeu e passou a questionar o modo como os jornalistas formularam a pergunta, exigindo provas de que ele havia feito o gesto em direção da deputada.

Salazar foi questionado sobre o gesto do amigo, e apresentou uma explicação para o movimento, afirmando que não presenciou o gesto. O deputado federal eleito, apresentou interpretações para o gesto feito pelo amigo.

“Eu não vi, eu não vi. Eu tô sendo justo aqui, eu não vi! Pode ter vários significados, meu amor. Pode ser: ‘Vocês vão perder a eleição”, disse Salazar encerrando a discussão e saindo de cena.