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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Três mascotes, três histórias, uma só alma: os símbolos que carregam a identidade do Amazonas

Quando se fala em Amazonas, não se fala apenas de terra, rio e floresta. Fala-se de memória, de raiz, de tudo o que passou de geração em geração e permanece vivo no coração do povo.

Já quando se fala em símbolos que atravessaram o tempo e ficaram gravados na memória do povo amazonense, três nomes e três figuras vêm à mente: o boto navegador do ex-governador Gilberto Mestrinho, a abelhinha de Amazonino Mendes e agora temos a capivara, que foi colocada como sendo um símbolo do senador Omar Aziz (PSD).

Mais do que simples apelidos ou imagens de campanhas, eles representam legados de três governadores que marcaram a história do estado, e cujas marcas permanecem vivas até hoje.

Cada um carrega a personalidade, a trajetória e a visão de quem o tornou conhecido, mas juntos formam um retrato da identidade que une todos: a força dos rios, a vitalidade da floresta e a sabedoria de quem vive em harmonia com a terra.

O boto navegador: a marca de Gilberto Mestrinho

O primeiro a encantar o imaginário popular foi o boto navegador, símbolo inseparável da trajetória de Gilberto Mestrinho. Navegador por excelência das águas que cortam o Amazonas, Mestrinho governou com o olhar voltado para os rios, as comunidades ribeirinhas e o desenvolvimento ligado à realidade do território.

O boto, figura central nas lendas e na cultura local, tornou-se a representação de sua liderança: alguém que conhece cada correnteza, guia caminhos e carrega a imaginação de um povo.

Sua imagem não ficou restrita a períodos eleitorais; incorporou-se à memória coletiva como símbolo de quem navegou por tempos diferentes sempre fiel às raízes do Amazonas.

A abelhinha: trabalho e dedicação com Amazonino Mendes

Veio depois a abelhinha, marca de Amazonino Mendes. Pequena, incansável, símbolo de trabalho coletivo, de construção dia a dia e de riqueza que brota da natureza — foi essa a identidade que ele imprimiu ao seu mandato. A abelha representa a ação constante, o cuidado com o que é nosso e a certeza de que o progresso se faz com esforço de todos. Assim como o inseto que cuida da floresta e dela retira vida, sua gestão ficou associada à ideia de construir com mãos dadas, valorizando cada canto e cada pessoa do estado.

A capivara: força e convivência com Omar Aziz

Completando esse trio de lendas amazônicas da política, nos apareceu a capivara, símbolo hoje ligado ao senador e ex-governador Omar Aziz, que busca sua eleição ao Governo do Amazonas nestas eleições.

O maior roedor do mundo, presença familiar nas margens dos rios, calmo, forte e sempre em grupo, reflete bem a forma de governar de Omar Aziz: próxima, acolhedora, atenta às necessidades de todos.

A capivara é a terra firme, e possui uma convivência harmoniosa, uma presença constante que gera confiança. Tornou-se símbolo de equilíbrio, de diálogo e de força que não precisa de alarde para se fazer sentir.

Símbolos que não passam

Três estilos, três visões, três momentos distintos da história, mas um só sentimento: o amor ao Amazonas. Não são apenas desenhos ou figuras bonitas. São herdeiros de tudo o que o amazonense é: forte, criativo, acolhedor, ligado à natureza e fiel às suas raízes.

O tempo avança, governantes passam, gerações se renovam, mas os símbolos permanecem. Eles não pertencem mais apenas a quem os criou; hoje são do povo, que os guarda na memória e os reconhece como parte de si mesmo.