Fim dos tempos: menino sofre estupro coletivo dentro de escola

A vida de um menino de 12 anos virou do avesso ao sofrer um estupro coletivo dentro da escola que era pra ser um lugar seguro e de educação na cidade de Recife, em Pernambuco. 

Os suspeitos de cometerem o crime são todos estudantes da instituição de ensino e são menores de idade também. O estupro teria acontecido no dia 15 de março, mas o garoto só conseguiu contar o que havia acontecido um mês depois, depois de ser ameaçado de morte pelos agressores.

A vítima revelou para a avó que era agredida pelos alunos que eram de outra turma, e que sempre exigiam que ele entregasse dinheiro. Os ataques aconteciam sempre na hora do intervalo.

E quando não tinha dinheiro para dar, a vítima era ainda mais espancada. Traumatizado, o adolescente passou a não sair mais da sala de aula, mas mesmo assim, os agressores iam atrás dele.

No dia 15, eles aproveitaram que não havia ninguém na sala, foram ao local, jogaram o menor no chão e começaram a chutá-lo. Em seguida, o levaram para o banheiro, colocaram uma arma no seu rosto e lá o estupraram, um por um.

Após o abuso, o menino desenvolveu síndrome do pânico e já não queria frequentar mais a escola. Então passou a matar aulas, até que uma pessoa da escola contatou a mãe e revelou sobre a ausência dele.

A mulher disse que tentou conversar com o filho várias vezes, mas ele não falava. Ela chegou a ver marcas no corpo dele, mas como o menino praticava esportes, achava que eram machucados do treino.

Um mês após o crime, o garoto não aguentou mais e contou tudo para a avó. A mãe ficou sabendo logo em seguida e tentou saber mais, mas o filho entrava em crise nervosa ao começar a contar e dizia que era ameaçado pelos estupradores.

“Eles entravam, jogavam ele no chão e espancavam ele ali, no chão, para ninguém ver. Chegaram ao ponto de levar ele para o banheiro, né? Aí, botaram arma na cara dele. E foi quando três deles seguraram ele e os outros cometeram o abuso”, relatou a mulher ao G1.

O crime foi levado ao conhecimento da escola, que segundo a mãe, disse que tudo era apenas imaginação do menino. A família passou a receber ameaças e decidiu mudar de cidade, mas antes, denunciou o caso à polícia.

Ainda não se sabe se algum dos abusadores já foi detido, mas o advogado da família adiantou que todos são menores de idade, apesar de estarem fora da faixa etária  da série que cursam.

O defensor disse ainda que a vítima está extremamente abalada e que está recebendo apoio psicológico para poder ser ouvido. Atualmente ele faz uso de medicamentos fortes.

A mãe conta que o filho mudou completamente e se tornou uma pessoa triste e apavorada: “Acabou com a saúde mental, social, saúde. Acabou com a vida do meu filho. […] Eles sabiam onde ele morava, eles ameaçavam toda a família, sabiam o nome da gente”.

A Delegacia da Criança e do Adolescente (DPCA) informou que “o inquérito policial será remetido para a Delegacia de Polícia de Atos Infracionais da Criança e do Adolescente, pois durante as diligências foi constatado que os suspeitos do ato são adolescentes”, portanto, não poderia passar mais informações.