
O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM) vereador David Reis (Avante), voltou a ser alvo de críticas por conta de uma maquete, que mostra um novo prédio da casa legislativa municipal, apelidado de “Puxadinho 2.0”.
A maquete segundo informações de vereadores de oposição, estaria em exposição na sala da presidência da CMM, o que reacendeu ao debate sobre gastos públicos para uma ampliação desnecessária da Câmara Municipal.

A divulgação do “Puxadinho 2.0” nas redes sociais, foi seguido de muitas críticas de internautas, que se mostraram indignados com um projeto para a melhoria dos vereadores, enquanto Manaus sofre com o descaso e a falta de infraestrutura adequada.
“Pra que gastar bilhões, sendo que eles reduzem cada dia mais o trabalho deles? Isso é pra desviar dinheiro, isso sim”, disse um internauta.
“A Feira do Santo Antônio também fica ao lado, totalmente abandonada, esperando a reforma até agora e nada”, relembrou outro internauta.

Puxadinho CMM
Em 2021, na primeira gestão de David Reis como presidente da Câmara Municipal de Manaus, foi apresentado um projeto para a construção de 51 gabinetes de luxo, com o custo inicial de R$ 32 milhões.
O projeto apelidado de “Puxadinho da CMM”, foi barrado na justiça após vereadores de oposição pedirem a suspensão do processo licitatório no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), por conta do alto valor e suspeitas de irregularidades.
Na mesma época, Reis comprou itens considerados desnecessários para os vereadores, como o chamado “kit selfie”. A câmara pagou mais R$ 25 mil por 42 microfones direcionais; R$ 16 mil por 43 microfones tipo lapela; e R$ 24 mil por 42 mochilas para carregar os kits. O total foi de quase R$ 640 mil.
David foi quem determinou a compra dos equipamentos para o uso dos vereadores, o que gerou uma grande polêmica entre os manauaras que não gostavam muito dos gastos feitos pelo parlamentar.


