
Meirilany Silva da Silva, de 21 anos, foi presa nesta terça-feira (28/07), após sua prisão domiciliar ser revogada pela Justiça do Amazonas, a pedido do Ministério Público do Amazonas (MP-AM).
A jovem grávida que era considerada foragida, está sendo investigada por envolvimento na operação contra o tráfico de drogas que terminou com a morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena, do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc).
O desembargador Flávio Humberto Pascarelli Lopes, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), suspendeu a decisão que autorizava Meirilany a cumprir prisão domiciliar por conta de sua gravidez.
Após dois dias da decisão do desembargador, Meirilany se apresentou ao 19º Distrito Integrado de Polícia (Dip), para cumprir sua preventiva.
O Ministério Público do Amazonas (MP-AM), sustentou em seu pedido que a gravidade dos fatos, a grande quantidade de drogas apreendida e o contexto da operação impediam a concessão do benefício previsto para gestantes.
Para o MP, Meirilany não poderia ser tratada como uma traficante eventual, já que tinha indícios claros de sua participação na organização criminosa estruturada.
Para o desembargador, embora a legislação permita, em determinadas situações, a substituição da prisão preventiva por domiciliar para mulheres grávidas, essa possibilidade não é automática quando existem elementos concretos que demonstrem elevada periculosidade e risco à ordem pública.


