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terça-feira, 28 de julho de 2026

VÍDEO: Dono da Açaí Transportes diz que Givancir levou R$ 500 mil para ajudar os empresários a acabar com os cobradores em Manaus

O empresário Jorge Fernandes Garcia de Vasconcellos Junior, dono da empresa Açaí Transportes Coletivos LTDA, afirmou em um vídeo que o o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus, Givancir de Oliveira recebeu propina para facilitar a retirada dos cobradores dos ônibus do transporte coletivo da capital.

De acordo com o empresário, Givancir convenceu os trabalhadores do sistema rodoviário a ir para as ruas “contra a retirada dos cobradores e a ampliação da frota de ônibus sem esses profissionais”, mas para forçar os empresários a pagarem uma propina de R$ 500 mil reais para ajudar a eliminar o cargo de cobrador de ônibus do sistema.

Ainda segundo o empresário, tudo era armado por Givancir e seu irmão, o vereador Jaildo dos Rodoviários (PV), que vinham articulando manifestações e debates na Câmara Municipal de Manaus (CMM), mas que que na realidade o grupo estava em comum acordo com empresários do setor, que pagaram pelo “serviço”.

O Caso deve ser investigado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), com responsabilidade tantos para os empresários que contribuiram com dinheiro para a montagem da farça, quanto pelos diretores e vereador ligados aos Rodoviários.

Greve e acordo com o Avante

Após a última greve dos Rodoviários e acusações contra o Governo do Amazonas na questão do pagamento dos subsídios do Transporte Coletivo de Manaus, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) Givancir Oliveira usou suas redes sociais para convocar trabalhadores para a convenção do partido Avante.

A postagem convida os rodoviários para participar da convenção do Avante, legenda que tem o ex-prefeito de Manaus David Almeida (Avante), como pré-candidato ao Governo do Amazonas.

Givancir é acusado de usar o Sindicato dos Rodoviários e os trabalhadores do Transporte Coletivo da Capital, como massa de manobra para conseguir ganhos pessoais com políticos e empresários do setor.

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Prisões e histórioco de investigações

O sindicalista acumula um histórico de investigações, processos judiciais e conflitos que ultrapassam as disputas sindicais e alcançam as esferas criminal e cível.

Em 2022, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Givancir e outro dirigente sindical por supostamente liderarem paralisações consideradas ilegais entre 2016 e 2017. Segundo o MPF, as greves descumpriram decisões da Justiça do Trabalho, impediram a circulação de ônibus e afetaram um serviço público essencial. A denúncia inclui acusações de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública e invasão de estabelecimento, além de pedido de indenização de R$ 7 milhões. O processo tramita na Justiça Federal e ainda depende de decisão definitiva.

Em 2020, Givancir foi alvo de uma investigação da Polícia Civil por suspeita de envolvimento em um homicídio consumado e uma tentativa de homicídio em Iranduba. Durante o cumprimento de mandados de busca, a polícia informou ter apreendido armas de fogo, munições e explosivos em sua residência. A operação também atingiu policiais militares investigados pelos mesmos fatos. Até o momento, não há confirmação pública de condenação criminal definitiva decorrente dessa investigação.

O dirigente também protagonizou outros episódios de tensão durante manifestações dos rodoviários. Em 2013, foi detido durante um protesto que terminou com bloqueios de vias e confrontos com as forças de segurança. Ao longo dos anos, o STTRM esteve envolvido em diversas greves que motivaram decisões judiciais impondo manutenção mínima da frota, multas e outras medidas para garantir a continuidade do transporte coletivo.

As paralisações comandadas pelo sindicato impactaram milhares de passageiros em Manaus, levando o Judiciário a intervir repetidamente para equilibrar o direito de greve com a prestação de um serviço essencial.