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segunda-feira, 1 de junho de 2026

MPAM monitora ações de aprendizagem após alerta na alfabetização infantil em São Gabriel da Cachoeira

Procedimento mira alunos não alfabetizados do 2º ano do ensino fundamental, estudantes do 3º ao 5º ano com defasagem em leitura e escrita, e Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJA)

Visando combater o baixo percentual de crianças alfabetizadas no 2º ano do ensino fundamental em São Gabriel da Cachoeira, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou, por meio da Promotoria de Justiça local, procedimento administrativo (PA) para acompanhar e fiscalizar as políticas públicas voltadas para a resolução desse cenário.

A medida, de autoria do promotor de Justiça Paulo Alexander dos Santos Beriba, envolve também a recomposição de aprendizagem de estudantes do 3º ao 5º ano do ensino fundamental, com defasagem em leitura e escrita, e da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJA), além do monitoramento da política municipal de alfabetização pelo Conselho Municipal de Educação (CME) e à articulação municipal com o projeto Juntos pela Vida.

Essa iniciativa foi tomada após os dados do Ministério da Educação, por meio do Indicador Criança Alfabetizada, mostrarem que o percentual de crianças alfabetizadas no 2º ano do ensino fundamental é inferior à média nacional e à meta federal, circunstância que reforça a necessidade de atuação ministerial diagnóstica, coordenada e resolutiva.

Além disso, foi estabelecido o procedimento de Nº 2026/0000084624.01, que busca acompanhar e dar suporte à execução do Juntos pela Vida no município, tendo como foco principal combater a evasão escolar e promover a vacinação infantil e adolescente no estado, impulsionando a saúde pública.

Requisições

Como diligências iniciais, foi solicitado à Secretaria Municipal de Educação de São Gabriel da Cachoeira que, no prazo de 20 dias úteis, elabore um relatório técnico contendo as seguintes informações:

– Indicação do número de crianças matriculadas no 1º e 2º anos do ensino fundamental, crianças alfabetizadas e não alfabetizadas ao final do 2º ano e as metodologias utilizadas para aferição e eventual série histórica disponível;
– Número de escolas municipais com turmas de 1º e 2º anos e o quantitativo de alunos por sala, dados dos professores alfabetizadores, formação de docentes e eventuais dificuldades estruturais, lógicas ou pedagógicas;
– Ações desenvolvidas pelo município no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, do Programa Amazonas + Alfabetizado, do Programa “Ler é um Direito”, do Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens ou de outros programas;
– Instrumentos de avaliação diagnóstica utilizados pela secretaria para acompanhamento da alfabetização e periodicidade de aplicação;
– Descrição das estratégias de formação continuada de professores alfabetizadores, acompanhamento pedagógico, recomposição das aprendizagens e apoio aos estudantes do 3º ao 5º ano do ensino fundamental que ainda não tenham consolidado habilidades básicas de leitura e escrita.

Por fim, entre as requisições, foi exigido um relatório específico sobre a EJA na cidade, com indicação das escolas que ofertam, número de turmas, turnos de funcionamento, matrículas ativas, evasão ou abandono, demanda reprimida conhecida, estratégias de acesso e permanência, ações voltadas a populações vulneráveis, metas pactuadas e apoio recebido de órgãos estaduais ou federais.