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quinta-feira, 23 de abril de 2026

VÍDEO: Psicólogo analisa as falas do blogueiro Alex Braga e classifica o caso como “coerção reprodutiva”

O psicólogo Felipe Ferronatto, fez um vídeo para seu canal nas redes sociais, onde analisou o caso do blogueiro Alex Braga Mendes, réu em um caso de estupro, aborto forçado e violência psicológica.

No vídeo, o psicólogo ouve o áudio onde Alex Braga força uma mulher a tomar um remédio abortivo, após descobrir que ela engravidou de uma relação forçada que teve com a vítima.

“Ele pula a cerca, traí e quando dá problema, a culpa é dela. E vai além, ele fica pressionando ela para tomar um remédio vai afetar o corpo dela. Tudo isso para resolver uma consequência que também é dele”, inicia o psicólogo em um vídeo na sua conta do Instagram.

Segundo Felipe Ferronatto, essa pressão é chamada de coerção reprodutiva, que seria uma forma de violência doméstica e abuso sexual onde o parceiro controla as escolhas reprodutivas da vítima, forçando uma gravidez ou impedindo a contracepção para manter poder e controle.

Alex Braga vai a júri popular por estupro e aborto sem consentimento no AM

A Justiça do Amazonas decidiu levar o empresário Alex Mendes Braga a julgamento pelo Tribunal do Júri pelos crimes de estupro, aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante e violência psicológica contra a mulher.

A decisão atende denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) e foi proferida em sentença de pronúncia, fase em que o juiz reconhece indícios suficientes para que o réu seja julgado por jurados. Não há condenação nesta etapa.

Segundo a acusação, os fatos teriam ocorrido em março de 2023. A vítima, que trabalhava como babá na residência do empresário, relatou ter sido constrangida a manter relação sexual sob ameaça. De acordo com o Ministério Público, ela teria engravidado e, após o acusado tomar conhecimento da gestação, teria sido coagida a ingerir medicamento abortivo, sem consentimento.

As investigações foram conduzidas pela Polícia Civil do Amazonas, que cumpriu mandado de busca e apreensão e efetuou a prisão temporária do empresário em 2023. Posteriormente, ele foi colocado em liberdade.

O MP também requereu indenização mínima de dez salários mínimos por danos morais. O caso seguirá agora para julgamento pelo Tribunal do Júri, que decidirá sobre a responsabilidade penal do acusado.