
A juíza Anagali Marcon Bertazzo do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), suspendeu nesta quinta-feira (13/08), uma pesquisa do Instituto Veritá, por considerar haver irregularidades no levantamento.
De acordo com a denúncia feita pela coligação União pelo Amazonas, que tem o governador Roberto Cidade (UB), como principal expoente político, o próprio instituto consta como contratante e responsável pelo pagamento da pesquisa, no valor de R$ 93.940 e favorece outros dois candidatos.
Além disso, segundo a decisão da magistrada, uma das irregularidades está na identificação dos locais das entrevistas como “todos os bairros”. Em Apuí, no sul do estado, por exemplo, o instituto informou que entrevistou sete pessoas “em todos os bairros” do município, sem especificar os nomes dos bairros.
A coligação também questionou os termos utilizados para identificar as faixas etárias e de renda dos entrevistados, mas a magistrada considerou esses critérios regulares.
“As opções ‘acima de 55 anos’, no item faixa etária, e ‘entre 2 e 5 salários mínimos’ e ‘abaixo de 2 salários mínimos’, no item renda familiar, constantes do questionário (…), estão de acordo com as informações complementares do plano amostral referente à faixa etária e renda familiar (…)”, diz trecho da decisão.


