
Por: Redação
O ex-prefeito de Nova Olinda do Norte, Ademilson Lima Reis, foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) e teve suas contas reprovadas após uma série de irregularidades identificadas durante sua gestão à frente do município. As decisões do TCE apontam falhas em licitações, ausência de transparência e má aplicação de recursos públicos, que resultaram em multas e sanções ao ex-gestor.
De acordo com os julgamentos, Ademilson Reis foi multado em mais de R$ 40 mil por descumprimento de normas da nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) e por não publicar editais no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e no site oficial da prefeitura. Em outro processo, o tribunal também condenou o ex-prefeito por acúmulo ilegal de cargos públicos, onde um servidor municipal ocupava três funções ao mesmo tempo durante sua administração.
Além das multas, o TCE-AM reprovou as contas de gestão de Ademilson Reis, apontando irregularidades em contratos milionários firmados nos últimos meses de seu mandato. Entre os casos, estão contratos de R$ 4,7 milhões e R$ 10,2 milhões para obras de pavimentação e recuperação da malha viária urbana, ambos com falhas técnicas e ausência de detalhamento nos projetos básicos.
Os conselheiros do TCE também identificaram falta de transparência em uma compra de R$ 1 milhão em materiais de limpeza e higiene, sem que os dados da licitação fossem publicados no Portal da Transparência municipal, o que violou os princípios da publicidade e da moralidade administrativa.
Mesmo fora do cargo, Ademilson Reis voltou a ser alvo de críticas em 2025, quando foi aprovada uma lei municipal que concede assessores e seguranças pessoais vitalícios a ex-prefeitos, medida considerada inconstitucional pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), que recomendou a suspensão imediata do benefício por configurar privilégio pessoal e desperdício de recursos públicos.
Com a condenação e a reprovação das contas, Ademilson Reis enfrenta restrições para disputar cargos públicos, conforme estabelece a Lei da Ficha Limpa, até que regularize sua situação junto ao Tribunal de Contas.
Durante os 16 anos em que comandou Nova Olinda do Norte, a gestão de Ademilson foi marcada por contratos suspeitos, falta de transparência e denúncias de má aplicação de recursos públicos, consolidando um dos períodos mais controversos da história política do município.



