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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Senhor das Armas”: Justiça decreta prisão preventiva de policiais flagrado com metralhadora de guerra em Manaus

Por: Redação

Militar havia sido solto após audiência de custódia, mas Ministério Público recorreu e obteve nova decisão

Manaus -A Justiça do Amazonas decretou nesta quinta-feira (15/05) a prisão preventiva do policial militar Douglas Napoleão Campos, após recurso do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM). Conhecido como o “Senhor das Armas”, Douglas foi preso em flagrante no dia 1º deste mês portando duas metralhadoras antiaéreas de uso exclusivo das Forças Armadas, um arsenal de guerra com alto poder destrutivo.

O flagrante ocorreu na Alameda Cosme Ferreira, no bairro Zumbi dos Palmares, zona leste da capital. As armas, do modelo Browning M1919 A4/A6, calibre .30, estavam sendo transportadas sem qualquer autorização legal. O armamento é considerado de uso restrito militar e raramente circula fora de operações de guerra.

Douglas foi abordado por colegas de farda e detido no local. Contudo, durante audiência de custódia, a Justiça decidiu colocá-lo em liberdade provisória mediante uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares. A decisão causou repercussão negativa e foi prontamente questionada pelo MPAM.

O recurso foi assinado pelo promotor de Justiça Thiago de Melo Roberto Freire, que argumentou que a soltura de Douglas representava uma grave ameaça à ordem pública. “O porte desse tipo de armamento, com indícios claros de fins espúrios, aponta não apenas para a prática de crimes graves, mas também para o envolvimento de um agente das forças de segurança com atividades ligadas a organizações criminosas”, afirmou o promotor.

Na decisão desta quinta-feira, a desembargadora Carla Maria Santos Reis acolheu os argumentos do Ministério Público e revogou a liberdade concedida anteriormente. Com isso, foi expedido novo mandado de prisão preventiva contra o militar.

O MP também destacou que o tipo de armamento apreendido é frequentemente usado por facções criminosas, em especial no contexto de guerra urbana, e que a conduta de Douglas indica possível tráfico ou facilitação de armas para o crime organizado.

Com a nova decisão, Douglas Napoleão deverá ser reconduzido ao sistema prisional e permanecerá preso enquanto as investigações prosseguem. O caso segue sob sigilo parcial.