
Mesmo com o recorde em gastos com publicidade e propaganda, gastando mais de R$ 605,6 milhões em 2024, a Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), hoje comandada pela publicitária Camila Silva, em substituição ao jornalista Jack Serafim, continua devendo pelo menos 50 veículos de comunicação de Manaus.
Segundo a denúncia de alguns empresários, a “nova secretária” Camila Silva, é mais algo como um enfeite, já que algumas pessoas dizem que Jack Serafim continua dando as cartas dentro da secretária, e só tem o “privilégio de receber”, quem é alinhado com o ex-secretário.
Ainda conforme denúncia feita por empresários, os veículos de comunicação estão com os pagamentos atrasados desde setembro de 2022 e muitos já chegaram até a emitir a Nota Fiscal e pagaram o Imposto Sobre Serviço (ISS), obrigatório para o recebimento.
Em abril de 2024, a empresa Imarketing venceu licitação para administrar R$ 19 milhões em propaganda e publicidade digital do município, e prevê pagamentos de R$ 10.642,33 a R$ 99.564,00 a influenciadores digitais que concordarem em participar de ações midiáticas favoráveis à gestão do prefeito David Almeida (Avante), então candidato à reeleição.
Nos últimos três anos, o Executivo Municipal gastou mais de R$ 28 milhões somente com serviços de comunicação digital prestados da empresa iMarketing, que pertence ao empresário Durango Duarte, que também é dono do Instituto de Perspectiva Mercado e Opinião, que publicou pesquisas eleitorais que mostrava David Almeida com larga vantagem na frente de outros candidatos.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) abriu uma investigação para apurar mais uma denúncia contra a gestão do prefeito David Almeida. O caso envolve suspeitas de irregularidades em um processo de contratação da Semcom com a iMarketing, que já possuía um outro contrato vigente com a Prefeitura pelo mesmo serviço, no valor de R$ 14,2 milhões anuais.
Mesmo gastando muito dinheiro na empresa do amigo Durango, David e a Semcom alegam falta de recursos para o pagamento de empresas de comunicação que prestavam serviços à prefeitura, mas que isso vai de encontro ao fato de que outros veículos de comunicação dos amigos do ex-secretário de comunicação, continuam com seus pagamentos em dias.
“Queremos que paguem o que foi acordado. Temos colegas que estão uma situação lamentável financeiramente, outros doentes porque não conseguem honrar compromissos. Para se ter uma ideia, há portais que estão com pagamentos de serviços prestados em setembro de 2023 que não receberam”, disse um empresário.
Em julho do ano passado, o padre Charles Cunha, diretor da Fundação Rádio Rio Mar, implorou por ajuda de seus fiéis durante a novena de São José, para poder manter o veículo de comunicação católico, por enfrentar problemas financeiros, devido à decisão da Prefeitura Municipal de suspender os pagamentos das cotas de patrocínio com empresas que não eram da lista prioritária do secretário.
“Eu não recebo da Prefeitura, a Rádio Rio Mar não recebe da Prefeitura, desde dezembro de 2023. Agora imaginem, eu não posso contar nem o que vem pra frente, porque pela lei [eleitoral] não pode vir, mas eu não esperava de não receber o de trás da casa”, disse o sacerdote.
Agora a Fundação Rio Mar sobrevive da doação de benfeitores e fiéis católicos, mesmo ainda tendo a esperança de receber da Prefeitura de Manaus, que prefere bancar empresas de comunicação de seus amigos e aliados.
Priorização do marketing pessoal
Boa parte dos R$ 605,6 milhões destinados à Semcom foram utilizadas para reforçar a imagem do prefeito David Almeida (Avante) e da pública da administração em meios de comunicação que apoiam a prefeitura, incluindo TVs, blogs e redes sociais.
O volume de investimento em publicidade ultrapassou, inclusive, os orçamentos de secretarias municipais responsáveis por áreas essenciais, como habitação e ação social.
Essas escolhas de investimento têm gerado críticas sobre a prioridade dada à comunicação em comparação ao pagamento do Fundeb. Muitos apontam que, ao destinar milhões à publicidade, a gestão tem enfrentado questionamentos públicos sobre a alocação de recursos.
Em meio as críticas que turbinaram sua publicidade, David confirmou que não pagaria o abono do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) aos professores da rede pública municipal, justificando a decisão pela “falta de recursos”.
No entanto, essa explicação tem sido contestada, especialmente quando se analisa os elevados gastos com comunicação e publicidade durante sua gestão.
Com a insatisfação crescente entre os professores e as críticas sobre a alocação dos recursos e suspeitas de corrupção, a gestão de David Almeida pode enfrentar um cenário desafiador em 2026, já que ele ainda pensa em deixar a Prefeitura de Manaus para concorrer ao Governo do Amazonas.
Denúncia de esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro
O ex-secretário municipal de comunicação Jack Serafim, é acusado de ser um operador de um esquema de corrupção e caixa dois, se utilizando dos recursos de publicidades que eram para ser destinados há várias empresas de comunicação em Manaus.
Segundo fontes ligadas ao portal, Jack utiliza uma residência no Parque Dez para efetuar pagamentos em dinheiro em espécie para aliados e pessoas ligadas à administração municipal.
Vídeos, fotos e áudios serão em breve revelados por esse portal, mostrando o maior esquema de corrupção e caixa dois, já visto na capital amazonense e orquestrado pelo ex-secretário. AGUARDEM…


