
O blogueiro Rizannio Toya se envolveu em mais uma polêmica, após subir à tribuna da Câmara Municipal de Manacapuru e fazer declarações consideradas ofensivas, contra três vereadoras justamente na semana em que se celebra o Dia Internacional da Mulher.
Em seu discurso, o blogueiro citou nominalmente as parlamentares Lindynês Leite (UB), Sônia Almeida (Republicanos) e Tainá Vasconcelos (PSB), afirmando que elas “não têm valor algum na política”, sob o argumento de que nenhuma delas ocupa cargos na mesa diretora do parlamento municipal.
Em outro momento, ele afirmou que “até hoje não tivemos uma mulher presidente dessa casa”, declaração que foi interpretada por moradores e lideranças políticas de Manacapuru como uma tentativa de desqualificar a atuação das parlamentares.
A fala gerou forte repercussão negativa na cidade, especialmente porque as vereadoras foram eleitas para representar a população no Legislativo municipal, e não necessariamente para ocupar cargos administrativos dentro da estrutura da Câmara, como presidência ou secretarias da mesa diretora.
Após a repercussão e as críticas nas redes sociais e nos bastidores políticos, Rizannio Toya gravou um vídeo pedindo desculpas pela declaração. No pronunciamento, ele afirmou que não teve a intenção de ofender as parlamentares e reconheceu que suas palavras foram interpretadas de forma negativa.
Apesar do pedido de desculpas, o episódio reacendeu críticas ao trabalho do comunicador. Toya já havia se envolvido em outra controvérsia anteriormente, quando foi condenado judicialmente após publicar conteúdo considerado falso contra um deputado estadual, sendo obrigado na ocasião a se retratar publicamente.
Para parte da opinião pública local, o novo episódio demonstra que o comunicador ainda não teria aprendido com episódios anteriores e continua adotando uma postura considerada amadora no exercício da atividade na imprensa local.
Nos bastidores políticos de Manacapuru, lideranças defendem que o debate público deve ocorrer com respeito às instituições e aos mandatos legitimamente concedidos pelo voto popular, especialmente quando se trata da representação feminina na política.


