
Por: Redação
Manaus- O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (AspromSindical) anunciou a realização da 2ª paralisação de advertência, marcada para o próximo dia 1º de outubro, em todos os turnos de trabalho da rede municipal de ensino. O movimento é uma resposta ao Projeto de Lei nº 08/2025, de autoria do prefeito David Almeida (Avante), que propõe mudanças na previdência municipal (Manausprev).
A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária realizada após a manifestação do último dia 24 de setembro, quando mais de 3 mil professores e pedagogos ocuparam a frente da Câmara Municipal e da Prefeitura de Manaus para exigir o arquivamento do projeto.

Projeto considerado inconstitucional
De acordo com o sindicato, a Procuradoria Geral da Câmara Municipal já apresentou parecer contrário à tramitação do projeto, considerando-o inconstitucional por violar os princípios da isonomia, proporcionalidade e razoabilidade.
Mesmo assim, a gestão municipal insiste na proposta, que vem sendo chamada pelos professores de “projeto da morte”.
Deliberações da categoria
Na assembleia, os professores aprovaram uma série de medidas de enfrentamento:
• Manutenção do indicativo de greve, que poderá ser deflagrada imediatamente caso o prefeito tente colocar o projeto em votação;
• Realização da 2ª paralisação de advertência no dia 01/10, com expectativa de adesão total das escolas e CMEIs municipais;
• Um ato público de protesto no mesmo dia, às 8h30, em frente à Câmara Municipal de Manaus;
• Aumento da pressão virtual sobre os vereadores, para ampliar a mobilização da categoria;
• Retorno à Prefeitura em 02/10, para cobrar resposta do prefeito sobre a retirada do projeto, por meio do Ouvidor-Geral, secretário Ebenezer.
Crítica aos vereadores
O AspromSindical também criticou os vereadores que votaram contra o requerimento apresentado por Rodrigo Guedes (Podemos), que pedia o arquivamento da proposta. A entidade informou que está avaliando as medidas políticas e de mobilização que adotará contra os parlamentares que se posicionaram dessa forma.
“Não à reforma”
Em nota, a diretoria da AspromSindical reafirmou que não existe necessidade de reforma no Manausprev e que a categoria está unida para impedir a aprovação do projeto.
“O magistério está convicto de que não há necessidade de reforma no Manausprev. Não podemos permitir que esse projeto seja aprovado”, declarou a entidade.
O clima de confronto entre professores e a gestão municipal deve se intensificar nos próximos dias, especialmente com a proximidade da votação do projeto na Câmara.


