
O senador Omar Aziz (PSD-AM), de descendência Palestina, criticou duramente a ofensiva israelense na Faixa de Gaza e a postura da comunidade internacional diante do conflito. Em entrevista à Folha de S.Paulo, disse que se espanta com a conivência da comunidade internacional diante das ações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
“Nada que o Hamas fez é de aplaudir. O Hamas é um grupo terrorista, mas você não pode exterminar uma população toda por causa de um grupo terrorista”, disse Omar.
Aziz se disse espantado com a conivência de líderes mundiais frente às ações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Para ele, o discurso do premiê demonstra a intenção de manter o conflito.
“Ele diz: ‘Eu vou ocupar e acabou. Tenho poderio e acabou’. E o mundo ainda cruza os braços, ainda manda armamento toda hora. Eles não se penalizam com criança morrendo de fome em pleno século XXI”, criticou.
O senador também fez referência ao presidente dos EUA, Donald Trump, e ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, Trump, que no passado retaliou o Brasil com tarifas comerciais, hoje se mantém inerte diante do massacre em Gaza.
“Enquanto isso, ele [Trump] está lá de braço cruzado, vendo o povo sendo massacrado, humilhado e extinto. Então é esse o mundo em que nós estamos vivendo”, afirmou.
No domingo (10), cinco jornalistas da Al Jazeera foram mortos em um ataque israelense. A tensão aumentou após Israel anunciar planos de assumir o controle da cidade de Gaza, medida amplamente criticada pela comunidade internacional.
No mesmo dia, Netanyahu declarou esperar concluir rapidamente uma nova ofensiva no território, enquanto o Conselho de Segurança da ONU recebeu novos apelos para encerrar o sofrimento no enclave palestino.
Na sexta-feira (8), o gabinete de segurança de Israel aprovou um plano, criticado internacionalmente, para assumir o controle da cidade de Gaza. O primeiro-ministro afirmou que não tem alternativa senão “concluir o trabalho” e derrotar o Hamas para libertar os reféns israelenses.
O Hamas, por sua vez, afirmou que não se desarmará enquanto não for criado um Estado palestino independente.


