
Reprovado pela população em pesquisas eleitorais para o Governo do Amazonas, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), começa a colher os efeitos de uma trajetória política marcada por desgaste, rompimentos e perda de credibilidade. A rejeição popular, somada à falta de compromisso político com aliados e a um discurso recorrente de vitimismo, tem enfraquecido de forma significativa qualquer tentativa de viabilizar seu nome em uma disputa majoritária estadual.
Nos bastidores da política, cresce a avaliação de que David Almeida já não inspira confiança. Aliados reclamam da ausência de palavra firme, de acordos desfeitos ao longo do caminho e de uma condução política baseada em interesses momentâneos. Esse comportamento tem provocado isolamento, dificultando alianças estratégicas e reduzindo sua capacidade de articulação, especialmente no interior do estado, onde a força política depende de relações estáveis e duradouras.
Diante das críticas, o prefeito tem adotado um discurso de vitimização, atribuindo o desgaste a perseguições políticas, adversários e à imprensa. No entanto, essa estratégia tem produzido efeito contrário. Para parte significativa da população, o vitimismo não responde aos problemas concretos da gestão e reforça a imagem de um líder que evita assumir responsabilidades, alimentando ainda mais a insatisfação popular.
O cenário se agrava com o acúmulo de denúncias, investigações judiciais e escândalos que marcam sua vida pública. Mesmo sem condenações definitivas em alguns casos, o volume de questionamentos jurídicos e administrativos pesa sobre sua imagem e serve de combustível para adversários políticos, ampliando a rejeição e a desconfiança do eleitorado.
Na política, a lógica é simples: a colheita reflete a plantação. O desgaste enfrentado por David Almeida é resultado direto de escolhas feitas ao longo do caminho, de alianças rompidas, de uma gestão constantemente envolvida em controvérsias e de uma comunicação baseada mais em ataques e justificativas do que em resultados. A resposta das ruas e das pesquisas indica que o eleitor começa a cobrar essa conta, tornando cada vez mais incerto o futuro do projeto político do prefeito no cenário estadual.


