
Morreu nesta segunda-feira, em Porto Alegre, o ex-ministro Eliseu Padilha, aos 77 anos. Ele havia começado a tratar um câncer de estômago descoberto há cerca de um mês. Padilha precisou ser internado no dia 11, no Hospital Moinhos de Vento, na capital gaúcha, por conta do agravamento de seu estado de saúde.
De acordo com a assessoria do ex-ministro, o velório vai acontecer na quarta-feira, dia 15, no Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, entre 10h e 17h. O corpo será, então, levado para o Angelus Memorial e Crematório, em cerimônia restrita aos familiares. Padilha deixa esposa e seis filhos.
Eliseu Padilha foi o ministro-chefe da Casa Civil durante o governo de Michel Temer. Ele era o principal articulador político do governo à época. Além disso, também liderou ministérios nos governos Dilma Rousseff, quando comandou a Secretaria de Aviação Civil; e Fernando Henrique Cardoso, quando foi ministro dos Transportes. O ex-deputado se destacou também como um dos articuladores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Natural de Canela, no Rio Grande do Sul, e formado em Direito pela Unisinos, Padilha iniciou sua carreira política em Tramandaí, município do litoral gaúcho, onde foi prefeito de 1989 a 1992. Entre 1995 e 2015, elegeu-se deputado federal diversas vezes.
‘Companheiros de todas lutas’
Políticos e autoridades lamentaram a morte do ex-ministro. O ex-presidente Michel Temer divulgou uma nota de pêsames para um de seus maiores aliados políticos. No texto, diz que conheceu o gaúcho em 1994, quando foi líder do MDB e Padilha foi eleito para seu primeiro mandato na Câmara pelo Rio Grande do Sul. “Ali nascia uma longa amizade de quase 30 anos. Padilha foi um companheiro de todas as lutas”, escreveu Temer.
Temer aponta que Padilha ocupou cargos de destaque, e que “conhecia como ninguém o Congresso e, em reconhecimento a este saber, tornou-se fonte permanente da imprensa”.
Em uma postagem no Twitter, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, lamentou a morte de Padilha: “Líder habilidoso e dedicado ao RS e ao Brasil, que serviu como ministro de três presidentes da República”, lembrou o governador.
Governador do Pará, Helder Barbalho também postou homenagem ao ex-ministro, a quem chamou de “grande amigo e conselheiro”.


