
Após o acidente de carro que vitimou duas crianças entre as ruas Cuiabá e Rosa Cruz, no bairro Nossa Senhora das Graças, conhecido como “Beco do Macedo”, na zona Centro-sul de Manaus, a população vem denunciando o depósito da empresa SADALA & CIA LTDA, que acabou fechando parte da Rua Jutaí, com um portão de acesso que impede a passagem dos moradores.
De acordo com a denúncia, a empresa SADALA & CIA LTDA, fechou a Rua Jutaí com um portão de acesso há mais de 15 anos, impedindo que os moradores acessarem a rua, com a desculpa de que seria para a segurança de todos. O local é usado apenas como parte do depósito da empresa, que em nenhum momento foi questionado pelos órgãos públicos.
Ainda segundo a denúncia, o vereador Dione Carvalho (Agir), que seria morador do bairro e foi eleito para representar a comunidade, não se pronuncia sobre a questão e ainda fecha os olhos para os desmandos da empresa, que usa o local como se fosse propriedade privada.

A população da área está se reunindo para se manifestar contra o fechamento da via e promete ir as última consequências, para que a empresa libere a passagem, para que outros acidentes não ocorram com crianças e comunitários.
Acidente com as crianças
Uma câmera de segurança mostrou o momento em que duas crianças foram atropeladas enquanto brincavam entre as ruas Cuiabá e Rosa Cruz, no bairro Nossa Senhora das Graças, conhecido como “Beco do Macedo”, na zona Centro-sul de Manaus.
Nas imagens, elas correm para a rua, por não ter passagem segura na calçada, por conta fechamento de uma passagem pública por parte da empresa SADALA & CIA LTDA, quando são atingidas por um veículo.
Duas crianças correm e não conseguem avistar o carro, que acaba atropelando dois meninos. As crianças permanecem internadas em estado grave.
Um homem que seria advogado, fez um vídeo falando sobre a situação e mostrando o sangue das crianças que ficou na rua após o acidente. Nas imagens, o advogado pede providências para que os órgãos competentes, tomem providências para liberar a área para os moradores.
A interdição, feita sem autorização pelos responsáveis de uma empresa instalada nas proximidades, obrigou pedestres a circular pela via de tráfego de veículos e resultou em um grave acidente envolvendo uma criança na última semana.
O trecho, que funciona como calçada e caminho de passagem há décadas, foi cercado com tapumes e grades metálicas por funcionários da empresa, que alegou precisar do espaço para estocagem de materiais e circulação de veículos de carga.
Desde então, famílias, idosos e crianças que utilizavam a via como rota principal tiveram que desviar para o leito da rua, onde não há espaço adequado para pedestres.


