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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Menções a Toffoli e Moraes da PF elevam pressão ética sobre o Supremo

A investigação envolvendo o Banco Master ganhou novos desdobramentos após a Polícia Federal encaminhar ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, informações extraídas de relatório que detalha diálogos encontrados no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo reportagens do jornal O Globo e de outros veículos nacionais, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, comunicou a Fachin que o material apreendido contém menções ao ministro Dias Toffoli, que até então era relator do caso, além de referências ao ministro Alexandre de Moraes.

Contrato de R$ 130 milhões

Em dezembro, veio a público que Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, firmou contrato com o Banco Master no valor aproximado de R$ 130 milhões para atuar na representação institucional da empresa junto aos três Poderes.

Até o momento, segundo as reportagens, não foram divulgadas comprovações públicas de serviços compatíveis com o valor do contrato. Nem Moraes nem sua esposa detalharam oficialmente os termos do acordo.

É importante destacar que a existência do contrato, por si só, não configura ilegalidade. A apuração da PF busca verificar se houve eventual irregularidade, conflito de interesses ou outro ilícito associado ao contexto das mensagens apreendidas.

Mudança na relatoria

Após a divulgação de que o relatório continha menções a Toffoli, o ministro deixou a relatoria do caso. O processo foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça, alterando a condução da análise no Supremo.

A redistribuição é um procedimento regimental previsto quando há impedimento ou suspeição, e não implica, por si só, reconhecimento de irregularidade.

Próximos passos

O relatório específico que cita Alexandre de Moraes ainda não havia sido formalmente juntado ao processo até a última atualização divulgada pela imprensa. A expectativa é que, caso o material seja protocolado, o novo relator decida sobre eventuais diligências adicionais.

O caso segue em fase de investigação, sob análise do STF, e até o momento não há denúncia formal ou decisão judicial que atribua responsabilidade criminal aos ministros mencionados.