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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Justiça nega pedido de Maria do Carmo e mantém vídeo de Waldery Areosa explicando a possível falência da Fametro

A empresária e candidata ao Governo do Amazonas Maria do Carmo (PL), teve seu pedido de retirar vídeos do proprietário do Ciesa, Waldery Areosa, em que fala sobre a situação financeira da Fametro das redes sociais.

A juíza auxiliar da propaganda eleitoral no Amazonas, Mara Elisa Andrade, negou o pedido nesta quinta-feira (22/10), e manteve os vídeos em que o empresário fala sobre as dívidas do grupo Fametro, comandado por Maria do Carmo.

Em uma das gravações, Waldery declarou que a instituição estaria “quebrada” e teria ido à falência, por conta de R$ 251 milhões em empréstimos, além de mencionar supostos atrasos no pagamento de juros. O empresário fez acusações sobre a destinação de recursos obtidos por meio de operações de crédito e relacionou os valores ao aumento do patrimônio declarado por Maria do Carmo à Justiça Eleitoral.

Ao analisar os pedidos, a magistrada considerou que as declarações precisam ser avaliadas dentro do contexto da disputa eleitoral e que, nesta fase do processo, não existem elementos suficientes para determinar a retirada imediata dos vídeos.

A juíza também destacou que termos como “quebrada” e “falida” podem ter sido utilizados de forma figurada para fazer críticas à situação financeira e à capacidade administrativa da candidata, não significando necessariamente uma declaração de falência decretada judicialmente.

Entenda a história

O empresário Waldery Areosa, revelou um endividamento estimado em R$ 251 milhões de em empréstimos feitos pela proprietária da Fametro e candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair Lins, que levou mensalidades de alunos a serem usadas como garantia desses empréstimos.

Os documentos, tornados públicos na última semana, mostram que a mantenedora da instituição comprometeu receitas de matrículas e mensalidades, inclusive do curso de Medicina, para garantir operações de crédito que vão até dezembro de 2034.

Maria do Carmo aparece como fiadora solidária dos contratos. Há ainda notificação formal por inadimplência e uma proposta de pagar apenas juros, sem amortizar o principal, nos meses de setembro, outubro e novembro.

Waldery Areosa afirma que a situação é reflexo de má gestão: “Ela não consegue administrar a própria instituição e quer governar o Estado. As contas não fecham e quem paga a conta é o aluno, que vê seu futuro em risco”.

Areosa chegou a afirmar que o patrimônio pessoal de Maria do Carmo teria saltado de R$ 14 milhões para R$ 118 milhões entre 2022 e 2026, levantando suspeitas sobre a destinação de recursos.