
A juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Rio, expediu nesta terça-feira (03/02), um novo mandado de prisão preventiva contra o cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, mais conhecido como “Oruam”, um dos nomes mais populares do funk e do trap nacional.
O artista havia deixado a prisão no ano passado após o Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao entender que a preventiva se baseava em fundamentos genéricos.
Oruam descumpriu medidas cautelares que o mantinham em liberdade, já que o artista teria deixado a bateria de sua tornozeleira eletrônica descarregar “reiteradamente”, o que impediu a fiscalização da Justiça.
O cantor trocou de tornozeleira no dia 9 de dezembro após uma série de defeitos. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), o equipamento substituído foi encaminhado à perícia técnica, que constatou “dano eletrônico, possivelmente decorrente de alto impacto”.
O relatório da justiça aponta que foram registradas 28 falhas em apenas 43 dias, com o equipamento ficando desligado por até 10 horas seguidas, principalmente em fins de semana.
Oruam responde por associação ao tráfico e tentativas de homicídio contra policiais, já estava com o monitoramento totalmente desligado desde o último dia 1º de fevereiro.
Os advogados alegam que o equipamento apresentava problemas técnicos e que o próprio Oruam teria ido à Seap em dezembro para trocar o dispositivo com defeito. Segundo a defesa, os dados telefônicos comprovam as falhas de carregamento e o caso seria apenas uma “irregularidade administrativa”, e não má-fé.
Depois da decisão da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro que determinou a prisão do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o cantor passou a ser considerado foragido. A Polícia Civil informou que foi até a residência do artista, mas ele não foi encontrado e, até o momento, segue sem localização confirmada.


