
O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), decretou nesta terça-feira (26/05), a prisão preventiva do ex-professor de Jiu-Jitsu e policial civil Melqui Galvão e de seu irmão, Enoque Galvão, por acusações de crimes sexuais contra crianças e adolescentes em academias de Manaus.
A justiça converteu a prisão temporária de Melqui, que já cumpria pena desde o final de abril após um mandado expedido pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo, em preventiva e estendeu as ordens de prisão com base em novas denúncias.
De acordo com investigações das Polícias Civis do Amazonas e São Paulo, mostram que Melqui e seu irmão, primeiro treinavam as vítimas, prometendo que elas seriam grandes campeãs mundiais, com uma carreira de sucesso, após isso, ele as assediava, as importunava e por fim as estuprava.
Os crimes, segundo denúncias apresentadas pela Polícia a Justiça, se estendiam por mais de uma década de forma continuada, onde os suspeitos utilizavam projetos sociais e a promessa de projeção internacional no esporte para atrair jovens em situação de vulnerabilidade social e econômica.
A Polícia aponta ainda que o irmão de Melqui, Enoque Galvão, operava com o mesmo padrão de conduta.
Melqui Galvão responde por estupro de vulnerável, estupro, favorecimento à prostituição, importunação sexual, ameaça, injúria, invasão a dispositivos eletrônicos, coação no curso do processo, fraude processual e continuidade delitiva. O irmão dele, Enoque, também responde por estupro de menor e importunação sexual.
Diante da gravidade dos fatos que correm sob segredo de Justiça, entidades oficiais ligadas ao jiu-jitsu anunciaram o banimento e o afastamento imediato do instrutor de qualquer evento oficial.
Melqui e Enoque Galvão negam veementemente todas as acusações.


