
A realização do júri popular envolvendo o empresário e ex-apresentador Alex Braga voltou a ser adiada e provocou nova reação de familiares da vítima e de pessoas que acompanham o caso no Amazonas.
Acusado pelo Ministério Público de crimes como estupro, aborto sem consentimento da gestante e violência psicológica, Braga ainda aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri no Amazonas.
Familiares afirmam que a sequência de adiamentos aumenta o sofrimento e fortalece a sensação de impunidade. Nos bastidores, pessoas próximas ao caso apontam supostas estratégias jurídicas e pedidos sucessivos que estariam contribuindo para a demora do julgamento.
“Queremos justiça. Cada adiamento é mais dor para a família”, desabafou uma pessoa ligada à vítima.
O caso ganhou repercussão após o Ministério Público denunciar Alex Braga por estupro, aborto provocado sem consentimento e violência psicológica. Segundo as investigações, a vítima teria sido abusada sexualmente e, posteriormente, pressionada a interromper a gravidez decorrente do crime.
A Justiça do Amazonas decidiu levar o empresário a júri popular após entender que existem indícios suficientes para que o caso seja analisado pelos jurados. A decisão, no entanto, não representa condenação definitiva.
Enquanto o julgamento não acontece, cresce a cobrança por celeridade. Nas redes sociais, manifestações pedem que o caso não seja esquecido e que a Justiça dê uma resposta rápida diante da gravidade das acusações.
O Ministério Público sustenta a acusação com base em laudos, exames, áudios e depoimentos reunidos no processo. A defesa de Alex Braga nega as acusações e afirma que ele seria alvo de perseguição política.


