
Por: Redação
Manacapuru (AM) – Um grande escândalo atinge a Câmara Municipal de Manacapuru após denúncias sobre irregularidades na folha de pagamento de servidores. Documentos revelam que cargos de auxiliar de serviços gerais, que exigem baixa escolaridade, recebiam salários líquidos superiores a funções de chefia, gerando suspeitas de um esquema de “rachadinha” dentro da Casa Legislativa.
Antes das denúncias: salários inflados
O extrato da folha de pagamento de março deste ano mostra situações consideradas no mínimo incomuns. Um servidor lotado como auxiliar de serviços gerais recebeu R$ 7.061,20 líquidos, enquanto uma chefe de gabinete de vereador, cargo de maior responsabilidade, recebeu apenas R$ 2.867,22 líquidos.
Veja:


A discrepância chamou atenção não apenas da população, mas também de órgãos de fiscalização. A suspeita é de que servidores estariam sendo usados em um suposto esquema de rachadinha, no qual recebem salários acima da média e repassam parte do dinheiro a parlamentares ou pessoas ligadas a eles.
Após a notificação do TCE: cortes repentinos
O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), atendendo a pedido do Ministério Público de Contas (MPC-AM), notificou a Câmara sobre a folha de pagamento elevada e fora dos padrões de razoabilidade. Pouco tempo depois, o presidente da Casa anunciou a redução de salários de diversos servidores.
Veja:

A medida, em vez de encerrar as suspeitas, levantou novos questionamentos: se os cortes foram possíveis, por que os valores estavam inflados até então? E para onde estava indo o excedente dos salários pagos anteriormente?
Áudios e declarações polêmicas
O caso ganhou ainda mais repercussão nas redes sociais. Um áudio vazado sugere que servidores recebiam pagamentos “por fora”, além de acumularem funções em outros órgãos municipais. Em outra gravação amplamente divulgada, o presidente da Câmara teria chegado a chamar o TCE-AM de “farsa” e admitido a existência de irregularidades na gestão dos recursos da Casa.
Investigação em andamento
Diante do escândalo, o MPC-AM encaminhou representação ao TCE-AM para que seja realizada uma investigação detalhada sobre os salários, nomeações e eventuais vínculos fantasmas. Se confirmadas, as práticas podem configurar não apenas má gestão, mas também crime de corrupção, peculato e improbidade administrativa.
Transparência cobrada
A sociedade civil de Manacapuru cobra explicações concretas da Câmara Municipal, que até o momento não apresentou uma justificativa oficial clara sobre a discrepância salarial e os cortes posteriores. Para críticos, a única saída é uma auditoria completa na folha de pagamento, que deve esclarecer quem recebeu, quanto recebeu e por que recebeu valores tão destoantes da função ocupada.
Assim temos:
O depois → cortes após denúncia e pressão do TCE.




