
Na época do crime, a vítima foi atraída a uma emboscada sob o pretexto de uma negociação imobiliária e executada com vários tiros
O ex-vereador de Presidente Figueiredo, Maurício Gomes de Souza, foi condenado a oito anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Manaus por envolvimento no homicídio do corretor de imóveis Antônio Edson Carvalho de Lima, ocorrido em julho de 2017. O crime foi motivado por uma disputa pela posse de um terreno avaliado em milhões, localizado na Avenida Torquato Tapajós, zona oeste da capital.
Segundo o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), a vítima foi atraída a uma emboscada sob o pretexto de uma negociação imobiliária e executada com vários tiros. O laudo apontou morte imediata.
O corpo de Antônio Edson foi encontrado caído de bruços em frente ao próprio veículo, em uma poça de sangue, com parte da massa encefálica exposta. Ele foi atingido na cabeça, braço, mão e perna. Segundo a perícia, a arma utilizada no crime foi uma pistola calibre .40. Nem o carro, a carteira ou o celular da vítima foram levados, indicando que não se tratava de latrocínio.
De acordo com a investigação, o terreno pertencia à entidade católica Pró-Menor Dom Bosco, mas era alvo de negociações irregulares. A vítima teria rompido com o empresário libanês Imad Alawie, conhecido como “Mike”, e passado a apoiar os verdadeiros proprietários, o que teria motivado o crime. Maurício atuava como intermediário de Mike e foi apontado como responsável por organizar o homicídio.
Durante o julgamento, Imad Alawie foi absolvido por falta de provas diretas. Já Rubens Custódio Júnior foi condenado por participação de menor importância no homicídio qualificado.
Os policiais militares Tonny Darco e Magson Gomes de Souza, apontados como executores do crime, terão julgamento no próximo dia 10 de junho. Tonny também responde por falsidade ideológica após registrar um falso boletim de ocorrência sobre o furto da motocicleta usada no crime.


