A Justiça determinou a prisão preventiva do ex-ministro da Educação do governo Bolsonaro, Milton Ribeiro e a Polícia Federal deflagrou a operação para cumprir o mandado de prisão nesta quarta-feira (22).

Ribeiro foi preso no início da manhã em sua casa na cidade de Santos, no litoral paulista. A expectativa é de que ele seja transferido para Brasília ainda nesta quarta.

A prisão foi determinada pelo juiz federal Renato Borelli. No mandado de prisão, ao qual a coluna teve acesso, o magistrado elenca ao menos quatro crimes que teriam sido cometidos por Ribeiro: corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência.

A PF também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos. Os dois últimos são ligados ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e apontados como lobistas que atuavam na pasta, quando era comandada por Ribeiro.

O ex-ministro da Educação e pastores são suspeitos de montar um gabinete paralelo para liberação de verbas dentro do MEC. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Ribeiro e ao menos um dos pastores, Gilmar Santos, já foram presos.

A PF investiga Ribeiro por suposto favorecimento aos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura e a atuação informal desses dois últimos na liberação de recursos do ministério. Há suspeita de cobrança de propina.