
O empresário identificado como Aparecido Naves Junior, e tem 35 anos foi preso como mandante do crime que ocasionou o incêndio a duas aeronaves do IBAMA.
O caso aconteceu em janeiro, dois helicópteros do órgão, que estavam estacionados no Aeroclube de Manaus, foram incendiados.
A principal motivação para o crime teria sido vingança, pois as aeronaves participaram da operação no Rio Madeira.
De acordo com a PF, a investigação constatou que o suspeito tem ligação com atividade ilegal de garimpo na terra indígena Yanomami, em Boa Vista (RR).
No segundo semestre do ano passado, agentes da PF e do Ibama destruíram 21 aeronaves na região – todas elas associadas ao garimpo
O empresário trabalha no ramo de leilão de veículos e venda de peças e acessórios para motos. Ele é um dos donos de uma empresa de peças de motos chamada Naves Miranda Auto Peças, de Abadia de Goiás (GO).
Ele foi preso nessa quarta-feira em uma casa de alto padrão, no condomínio Jardins Lisboa, em Goiânia. No local, havia carros de luxo.
Segundo a PF, dias antes do ataque aos helicópteros, ele esteve em Manaus. Dias depois, seguiu para Boa Vista (RR) e, então, voltou a Goiânia.
A Polícia Federal informou que chegou até Aparecido após identificar o carro que ajudou na fuga dos homens que incendiaram os helicópteros. O motorista foi preso. Em seguida, os dois homens suspeitos de atearem fogo nas aeronaves também foram presos.Eles apontaram outros dois homens que teriam encomendado o crime. Segundo a PF, os cinco homens presos, na semana passada, apontaram o empresário como mandante do incêndio criminoso.
O superintendente da Polícia Federal do Amazonas, Leandro Almada, afirmou que o atentado contra o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi motivado por vingança.


