Elan nega que mulher seja fantasma e Prefeitura de Eirunepé inventa a desculpa de que está criando um hospital em Manaus

Após matéria vinculada no Portal Abutre da Notícia, que mostrou que a esposa do vereador cassado Elan Alencar (DC), a médica Rusmayara Mota, era servidora contratada na Prefeitura de Eirunepé, mas não trabalhava no Hospital do município, o vereador tenta negar.

A esposa de Elan recebe um salário de R$ 14.718,81 (quatorze mil, setecentos e dezoito reais e oitenta e um centavos), sem pisar em Eirunepé e o vereador afirma que está sendo vítima de perseguição, por ter apoiado a prefeita Professora Áurea Marques (MDB) nas eleições municipais.

A desculpa da Prefeitura de Eirunepé é que está criando pagando pessoal especializado, para atendimento de moradores do município que fazem tratamento em Manaus, por conta da espera por um atendimento nos hospitais da capital.

Não seria mais fácil a Prefeitura de Eirunepé pegar esse dinheiro que está sendo investido em profissionais na capital, para melhorar o atendimento médico no município? Deixar de gastar com políticos aliados para sim, gastar para melhorar a vida da população de Eirunepé?

Enquanto a Prefeitura continua gastando milhares de reais com pessoal que não atende as demandas do município de Eirunepé, o povo sofre na fila por um atendimento no hospital municipal.

Funcionalismo fantasma

O caso de empregar funcionários fantasmas é muito comum na administração pública, como no caso em que o prefeito de Itamarati João Campelo (MDB), marido da prefeita Áurea Marques de Eirunepé, que mantém funcionários pagos com dinheiro público, que não aparece para trabalhar no município.

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) já investiga João Campelo desde 2022 por empregar pessoas que recebem seus salários, sem trabalhar na Prefeitura de Itamarati, assim como ele também é investigado por nepotismo, por empregar parentes na administração pública.

O vereador cassado Elan usa, segundo informações de bastidores, um portal de notícias que pertence a ele, para empregar seus “fantasmas”. O Ministério Público do Amazonas (MP-AM), investigou Elan por usar a Cota de Atividade Parlamentar (CEAP) da Câmara Municipal de Manaus, para pagar seu próprio site.

No período de março de 2021 a setembro de 2022, o vereador pagou R$ 150 mil reais para a empresa J.E. da Silva Publicidade, CNPJ nº 31.947.640/0001-37, que é de Elan Alencar e a verba pública foi destinada por ele próprio.

Vamos trazer documentos que mostram a prática de contratação de funcionários com dinheiro público, que não vão trabalhar na Prefeitura de Itamarati, Eirunepé e em um gabinete na Câmara Municipal de Manaus, além de um site que pertence a um vereador.

Aguarde…