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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Disputa para deputado federal reúne caciques, novatos e nomes sob pressão judicial

A eleição de 2026 para deputado federal no Amazonas já está em pleno movimento nos bastidores e coloca frente a frente grupos políticos tradicionais, novas apostas eleitorais e candidatos que carregam na trajetória passagens por investigações, denúncias ou controvérsias públicas.

No Movimento Democrático Brasileiro (MDB), a chapa reúne nomes conhecidos da política amazonense, como Arthur Neto, Saullo Vianna, Adail Filho e Jesus Alves. O grupo aposta na experiência e no recall eleitoral, mas convive com desgaste acumulado. Adail Filho já foi alvo de investigações relacionadas à sua gestão em Coari, enquanto Arthur Neto, ao longo da carreira, enfrentou questionamentos administrativos e disputas judiciais, embora sem condenações recentes amplamente consolidadas.

Na federação entre União Brasil e Progressistas, a chamada União Progressista apresenta uma chapa com forte apoio institucional. Estão no grupo Joana Darc, Fausto Júnior, Patrícia Lopes, Terezinha Ruiz e Thaysa Lippy. Entre eles, Fausto Júnior ganhou projeção nacional durante a CPI da Covid e chegou a ser alvo de apurações relacionadas ao período, sempre negando irregularidades. A chapa representa a força da máquina política, mas também enfrenta cobrança por transparência.

O Avante entra na disputa com nomes ligados ao grupo político do ex-prefeito David Almeida, como Ariel Almeida e Eunice Nascimento. O partido busca crescer nacionalmente a partir da base municipal, embora o grupo enfrente críticas recorrentes sobre gestão pública e contratos administrativos.

Já o Partido Social Democrático (PSD) aposta em nomes experientes como Sidney Leite, Pauderney Avelino e Átila Lins. São figuras com longa trajetória no Congresso e forte influência regional, inseridas em um ambiente político que já foi impactado por grandes investigações de destaque

Correndo por fora, Sargento Salazar aparece como nome competitivo, mas sua situação depende de desdobramentos no Tribunal de Justiça do Amazonas, que podem impactar sua elegibilidade. Já Amom Mandel representa um perfil mais jovem e de renovação, embora enfrente resistência de grupos tradicionais e desgaste político recente.

O cenário geral aponta para uma eleição marcada por alta competitividade, forte influência de estruturas partidárias e presença significativa de candidatos que já estiveram sob investigação ou envolvidos em controvérsias. A tendência é a formação de uma bancada com mistura de experiência política e histórico questionado, mantendo o padrão de baixa renovação observado em eleições anteriores no Amazonas.