
Manaus- João Medeiros Campelo, prefeito de Itamarati (AM), possui um histórico significativo de acusações e investigações por irregularidades administrativas durante sua gestão.
Irregularidades em Licitações e Contratos
Em 2012, o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) julgou irregulares as contas da Prefeitura de Itamarati sob a responsabilidade de Campelo. Foram identificadas diversas infrações legais, incluindo a realização de despesas sem licitação, totalizando R$ 286.600,00 em contratos de locação de imóveis. Essas ações resultaram em uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) . 
Bloqueio de Bens por Descumprimento de Decisão Judicial
Em maio de 2024, o TCE-AM determinou o bloqueio dos bens de Campelo e de uma empresa contratada, após o prefeito descumprir uma decisão cautelar que suspendia a realização de um show com cachê superfaturado. O evento foi realizado mesmo após a suspensão, levando ao bloqueio de R$ 100 mil para garantir o ressarcimento dos danos .  
Investigações por Nepotismo
Em junho de 2023, o MPAM iniciou uma investigação sobre a nomeação de 11 familiares de Campelo e do vice-prefeito em cargos comissionados na prefeitura, prática que pode configurar nepotismo e violar princípios constitucionais da administração pública . 
Uso Indevido de Royalties de Petróleo
Campelo também é investigado por receber e utilizar royalties de petróleo sem a devida transparência. Embora Itamarati não produza petróleo, decisões judiciais permitiram o recebimento desses recursos, cuja aplicação está sendo questionada pelo Comitê Amazonas de Combate à Corrupção e pelo MPAM . 
Outras Penalidades
Em 2021, o TCE-AM multou Campelo em R$ 13,6 mil por não publicar dados administrativos no Portal da Transparência durante a pandemia de Covid-19 o descumprimento de normas de transparência pública . 
Esse conjunto de ações e investigações destaca a necessidade de maior fiscalização e transparência na administração pública municipal para evitar a impunidade e garantir o correto uso dos recursos públicos.


