33.3 C
Manaus
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Conheça a vida de luxo do ‘irmão ostentação’ da conselheira Yara Lins

Apontado como um dos envolvidos no suposto esquema de corrupção denunciado pelo senador Omar Aziz (PSD), no último dia 13 de julho, o empresário José Antônio Rodrigues Neto ostenta uma vida de luxo nas redes sociais. Na denúncia, ele é citado como o “irmão ostentação” da conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), Yara Lins, principal investigada no suposto esquema de corrupção e enriquecimento ilícito da família.

Nas redes sociais, José Antônio costuma ostentar, sem qualquer inibição, carros de luxo, lanchas, relógios valiosos, e até Jet Ski. Porém, apesar de ostentar bens valiosos que não se sabe a origem, e uma vida de luxo, não há sequer um registro de veículo no nome dele, o que pode configurar ocultação de bens. A investigação mira nele, justamente, para descobrir de quem seriam os bens que ele ostenta nas redes sociais.

José Antônio também é apontado como maior operador financeiro do suposto esquema, e detentor de inúmeras empresas. Na denúncia, são citadas pelo menos cinco empresas ativas no nome dele. São elas: Cazuza Serviços Especializados da Construção Ltda, JRN Manutenção Predial e Serviços de Refrigeração Eirelli, Viana Manutenção e Serviços de Refrigeração Ltda, Rodrigues Mota Hitotuzi & Ferreira Advogados e a JRN Locadora Ltda.

A investigação deve apurar se essas empresas possuem contratos com prefeituras do interior e com o Estado, já que a conselheira Yara Lins também é suspeita de favorecer empresários em um esquema citado por Omar Aziz durante o depoimento do deputado Fausto Junior, na CPI da Pandemia.

“Diante dos fatos apresentados e diante da ligação direta com a Conselheira Yara Lins, é imperioso que seja verificada a origem do dinheiro que sustenta essa infinidade de bens em nome da Conselheira e seus familiares e também verificar os supostos bens ocultos”, diz trecho da denúncia apresentada por Aziz.

A incompatibilidade entre a renda e a evolução patrimonial da conselheira Yara Lins, e demais envolvidos na notícia-crime torna-se cada vez mais insustentável, com claros indícios de enriquecimento ilícito. Apesar dos indícios, cabe a Justiça investigar e comprovar se os bens são mesmo desproporcionais à evolução do patrimônio ou à renda dos envolvidos no suposto esquema.