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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Capitão da PM e candidato à deputado pelo Agir, Dilson Castro é expulso do Viver Melhor em Manaus

Capitão Dilson Castro (Agir), candidato a deputado estadual, foi expulso e hostilizado nesta quarta-feira (09/09), durante uma agenda política no Conjunto Viver Melhor, no bairro do Lago Azul, zona Norte da capital.

De acordo com informações, populares perceberam a chegada do candidato no bairro e passaram a gritar com ele e sua equipe, para que eles fossem embora do local.

Ainda segundos populares, o capitão é conhecido na região por ser truculento e de agredir qualquer pessoa que ele não gostasse, apenas por ser pobre e morador do Viver Melhor.

Enquanto Dilson Castro se afastava para retornar ao seu veículo, algumas pessoas chamam ele de “arrochador”, e que ele não teria apoio eleitoral no bairro.

“Tu não ganha nada aqui não, arrochador do caralho, seu safado. Vem aqui dar tiro em morador, só vem aqui bagunçar na favela, tropa. Chega aqui e dá tiro em morador. Foi esse cara aí que me atirou”, gritou um homem.

Em 2022, quando era tenente da Polícia Militar e servidor da Casa Militar da PM, Dilson se envolveu em uma polêmica no Viver Melhor, quando em um veículo institucional, perseguiu uma pessoa até um condomínio próximo a comunidade.

A pessoa que era perseguida pelo PM, teria discutido com alguém em um café da manhã, por não receber seus pedidos no estabelecimento. A pessoa contou que o dono queria receber sem entregar os itens solicitados. Dilson teria ido atrás da pessoa e ameaçado o cliente e o agredido.

O capitão Dilson Castro foi acusado de abuso de autoridade, violência física contra mulheres e intimidação a um jornalista, no bairro Santa Etelvina, zona norte da capital.

De acordo com os relatos, o oficial, em serviço, teria abordado duas mulheres com agressões verbais, proferido insultos e, em seguida, iniciado agressões físicas. Uma das vítimas afirma ter sido alvo de xingamentos e empurrões, além de receber voz de prisão arbitrária por parte do capitão.

O jornalista Sylvano Pontes, que acompanhava uma das mulheres em atividade de trabalho, afirmou ter sido ameaçado ao tentar intervir e questionar a conduta do policial. “Ele me encarou, levantou o tom de voz e me intimidou como se eu fosse um criminoso. Em nenhum momento houve diálogo. Foi um abuso de autoridade completo”, disse Sylvano à reportagem.

Além das vítimas, moradores do bairro afirmam que o capitão Dilson é figura conhecida por ações agressivas e constantes abordagens intimidatórias. “Ele chega gritando, trata todo mundo como suspeito, já apontou arma em patrulha. Ninguém aqui se sente seguro”, disse uma moradora que preferiu não se identificar.