
A operação “Sem Sabor” deflagrada pela Polícia Federal na última terça-feira (25) em Manaus, trouxe a luz que um dos envolvidos no esquema de fraude em licitação na compra de kits de merenda escolar, continuava a dar as cartas na Secretaria Municipal de Educação (Semed), durante a gestão de Dulce Almeida à frente da pasta.
O homem forte de Dulce irmã de David Almeida (Avante), seria Leís da Silva Batista, servidor da alta cúpula da Semed, braço direito de Dulce e acusado de ser operador do esquema de fraude na licitação de merenda escolar, investigado pela Polícia Federal.
Durante a gestão Dulce Almeida na Semed, Leís atuava no setor responsável pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), enquanto era lotado em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), no Morro da Liberdade.

Leís acumulava funções dentro da Prefeitura de Manaus e chegava a receber R$ 131 mil reais de salários. O homem assinava documentos oficiais como Diretor do Departamento de Planejamento da Semed.

O subsecretário de educação na época, Junior Mar, chegou a viajar para Brasília ao lado de Leís da Silva Batista, onde cumpriram agenda em busca de recursos no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e no Ministério da Educação (MEC), como mostra um vídeo compartilhado pelo subsercretário.
Dulce Almeida é investigada pelo Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) e Ministério Público do Amazonas (MP-AM), justamente por uso indevido do Fundeb, setor que Leís era o responsável segundo ele.
Em breve poderemos ver mais uma operação da Polícia Federal com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-AM, por suspeita de crimes contra o erário público na gestão Dulce Almeida à frente da Semed.
*Da redação com informações de Radar Amazônico


