BOMBA: Renato Júnior é acusado de passar cheque sem fundo para empresa de frutas

O vice-prefeito de Manaus e ex-deputado estadual Renato Júnior (Avante) teve o nome envolvido em um caso de estelionato após emitir um cheque sem fundos no valor de R$ 3 mil. O episódio ocorreu em 2012, quando o hoje político atuava como gerente comercial da empresa MegaFrutas, com sede na capital amazonense.
De acordo com o Inquérito Policial n.º 0005/2012 da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), o cheque nº 850114, emitido pelo Banco Itaú, foi entregue à empresa AGK Comércio de Peças Ltda., como forma de pagamento por uma compra realizada em nome da MegaFrutas. Ao tentar descontar o valor, a empresa foi surpreendida com a devolução por “insuficiência de fundos”.
Indiciado por estelionato
O caso evoluiu para uma investigação formal e levou ao indiciamento de Renato Júnior pelo crime de estelionato (art. 171 do Código Penal), em virtude da caracterização de que o cheque foi entregue sabidamente sem provisão de fundos suficientes.
Em seu depoimento à polícia, Renato afirmou que o cheque foi preenchido e assinado por ele enquanto exercia o cargo de gerente da MegaFrutas, a pedido do proprietário da empresa. Alegou ainda que a responsabilidade final pelo pagamento era da firma, e não dele.
Apesar da justificativa, a Polícia Civil concluiu que havia indícios suficientes de dolo para manter o indiciamento, encaminhando o caso ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM).
Repercussão política
Embora o caso não tenha resultado em condenação, a descoberta do processo lança sombras sobre a imagem de integridade de Renato Júnior, que hoje tenta se consolidar como uma das principais lideranças políticas emergentes da capital amazonense. O episódio levanta dúvidas sobre seu comportamento ético em situações de responsabilidade financeira e comercial.
Aliados têm evitado comentar o assunto, enquanto opositores afirmam que o caso demonstra “um padrão de conduta incompatível com a função pública”.
Contexto: de R$ 3 mil ao poder
O mais intrigante é que, à época, o valor era de apenas R$ 3 mil. Hoje, Renato Júnior declara patrimônio superior a R$ 3 milhões ao TSE, crescimento que também levanta suspeitas entre investigadores da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Eleitoral.
Documentos-chave do caso
•Inquérito Policial n.º 0005/2012 – DERFD
•Cópia do cheque nº 850114 – Banco Itaú
•Termo de indiciamento – Polícia Civil
•Petição de arquivamento – MP-AM
•Decisão judicial de arquivamento – 8.ª Vara Criminal de Manaus
O caso do cheque sem fundo não é apenas um episódio administrativo mal resolvido. Ele expõe um perfil político que já lidava com responsabilidades financeiras de forma duvidosa antes de chegar ao poder, e que hoje é cobrado por transparência na gestão de milhões em contratos e verbas públicas.