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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Blogueira ligada a grupo político é procurada por suspeita de coação em caso de estupro envolvendo tenente da PM no Amazonas

Um novo desdobramento no caso que envolve um oficial da Polícia Militar acusado de estupro em Manaus coloca sob investigação uma figura ligada ao meio político local. Segundo informações da Polícia Civil, a blogueira Kamila Fernanda Alves de Almeida estaria sendo procurada por suspeita de coagir a vítima a recuar das acusações contra o tenente da PM identificado como Osvaldo L., conhecido como “Grilo”.

De acordo com as apurações preliminares, Kamila — apontada como aliada do prefeito David Almeida e com vínculos políticos no estado teria atuado para intimidar a vítima, com o objetivo de enfraquecer a denúncia. A motivação, ainda segundo a investigação, estaria relacionada ao fato de a blogueira manter vínculo pessoal com o acusado, com quem teria um filho.

A Polícia Civil não detalhou oficialmente as medidas adotadas até o momento, mas confirmou que o caso está sob análise e que diligências estão em andamento.

Relembre o caso

O episódio central envolve a prisão preventiva de um tenente da Polícia Militar do Amazonas, acusado de estuprar uma mulher de 25 anos dentro de uma unidade pública na rodovia AM-010.

Segundo o relato da vítima, o crime ocorreu após uma abordagem policial. Ela afirma ter sido levada para um espaço interno do posto de fiscalização, onde sofreu abusos:

“Ele me levou para um quartinho e começou a me apalpar. Depois me forçou a fazer coisas contra a minha vontade.”

A denúncia ganhou força após a vítima procurar a Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas, onde recebeu apoio institucional e acompanhamento psicossocial.

O caso também repercutiu na Assembleia Legislativa do Amazonas, sendo levado à tribuna pela deputada Alessandra Campelo, que classificou o episódio como grave violação:

“É inadmissível que um agente público utilize a estrutura do Estado para cometer crimes.”

Há ainda a informação de que o oficial investigado já responderia a outro processo por estupro de vulnerável, o que agrava o cenário e reforça a necessidade de apuração rigorosa.

Novo foco: possível coação

Com o avanço das investigações, o foco agora se amplia para possíveis tentativas de interferência no caso. Se confirmada, a conduta atribuída à blogueira pode se enquadrar em crimes como:

  • Coação no curso do processo;
  • Obstrução de justiça;
  • Intimidação de testemunha ou vítima.

Esses crimes são considerados graves por comprometerem diretamente o andamento da Justiça.

Situação atual

  • O tenente permanece como alvo das investigações e já foi detido;
  • A vítima segue sob proteção e acompanhamento institucional;
  • A Polícia Civil busca esclarecer o papel da blogueira no caso.

O episódio amplia a crise envolvendo segurança pública e levanta questionamentos sobre possíveis interferências externas em investigações sensíveis no estado.