
Após anunciar a abertura de processo de expulsão contra o deputado estadual Wanderley Monteiro por ter assinado a CPI do Asfalto, o Avante Amazonas recuou e mudou de estratégia. Agora, o partido emitiu uma “orientação partidária” exigindo que o parlamentar retire, nos termos regimentais, sua assinatura do requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigará a aplicação de R$ 181 milhões do Governo do Estado no projeto Asfalta Manaus, executado pela Prefeitura.
O documento, datado de 12 de agosto e assinado pelo secretário-geral da legenda, Laurimar Wagno de Oliveira Júnior, afirma que a assinatura “não se coaduna com a linha política e estratégica definida pelo partido” e alerta que o descumprimento poderá gerar medidas disciplinares internas.
A mudança de postura revela que, diante da repercussão negativa e das acusações de tentativa de intimidação, o Avante optou por substituir a ameaça de expulsão por uma pressão formal, buscando enquadrar Wanderley Monteiro e evitar o prosseguimento da CPI.
Para o deputado, a CPI é um instrumento legítimo e necessário para que todas as denúncias sejam investigadas com transparência.
O caso expõe a tensão entre a disciplina partidária e o dever constitucional dos deputados de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos. Críticos afirmam que a decisão do Avante fere a independência do mandato e levanta questionamentos sobre a real disposição de determinadas forças políticas em permitir que as denúncias sejam apuradas de forma clara e imparcial.

Pedido de expulsão de deputado Wanderley por David do Avante, pode ser ciúmes de Izabelle
David Almeida (Avante), articulou e reuniu-se com o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), David Reis além da cúpula estadual do Avante, para pedir a expulsão do deputado estadual Wanderley Monteiro, com a justificativa de “quebra de fidelidade partidária”, por assinar a CPI do Asfaltamento, que pode colocar o prefeito em situação delicada com uma investigação feita pelos deputados na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Nos bastidores da política amazonense, circula a informação de que Wanderley é ex-amante de Izabelle Fontenelle, atual esposa de David Almeida, e que, durante o relacionamento, custeava despesas pessoais e acadêmicas dela.
Há ainda rumores de supostos envolvimentos da primeira-dama com outros políticos influentes do Amazonas. Fontes apontam que, movido por “raiva” de ter sido trocado, Wanderley teria mandado seu ex-assessor divulgar PDFs com informações comprometedoras — o deputado, no entanto, nega.
Wanderley negou qualquer envolvimento, afirmando que Alex Sander não integrava mais sua equipe desde fevereiro de 2023 e que pediu a exoneração dele por baixa produtividade. Disse ainda desconhecer o documento e reafirmou sua lealdade ao grupo político do prefeito desde as últimas eleições.
O movimento ocorre em meio a um episódio polêmico registrado em 2023, que voltou a repercutir nos bastidores políticos. Em 10 de janeiro daquele ano, Alex Sander Cunha Braga, ex-assessor de Wanderley Monteiro, foi preso acusado de invasão de privacidade após divulgar um dossiê com informações íntimas de Izabelle Fontenelle. O material circulou em blogs locais, expondo detalhes da vida pessoal da noiva de David Almeida.
De acordo com o delegado Ivo Martins, titular do 5º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Alex Sander foi conduzido à audiência de custódia no mesmo dia, quando teve a prisão preventiva decretada. Ele foi encaminhado ao sistema prisional. A denúncia foi registrada inicialmente por dois secretários municipais e, depois, pela própria Izabelle, que prestou depoimento.


