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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Âmbar Energia será investigada pelo MP-AM por vazamento de óleo em Tabatinga

Substâncias oleosas atingiram o solo, o lençol freático, a vegetação de várzea e até um poço tubular de captação de água conectado à bacia do Rio Solimões

A degradação do meio ambiente no interior do estado ganhou contornos formais de investigação rigorosa. O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) instaurou um Inquérito Civil público para apurar a responsabilidade por graves danos ambientais causados pelas operações da Usina Termelétrica de Tabatinga, estrutura gerida pela Âmbar Energia (antiga Amazonas Distribuidora de Energia S/A).

A apuração foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPAM nesta segunda-feira (28). As suspeitas apontam para o vazamento e lançamento descontrolado de substâncias e resíduos oleosos, que se alastraram pelo solo, atingiram a vegetação de várzea e alcançaram o lençol freático diretamente ligado à dinâmica de cheias e vazantes do Rio Solimões.

Segundo a portaria ministerial, a contaminação por óleo atingiu um poço tubular responsável pela captação de água na área. O risco iminente à qualidade dos recursos hídricos consumidos pela comunidade local tornou-se a peça central da investigação. O procedimento, assinado pelo promotor de Justiça substituto José Ricardo Moraes da Silva, baseia-se em relatórios de fiscalização produzidos pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM). O órgão ambiental estadual já havia lavrado o Auto de Infração nº 008/2020-GERM e o Relatório Técnico nº 016/2020-GERM, comprovando o derramamento ilegal de óleos lubrificantes no terreno da usina.

Além de cobrar explicações e laudos atualizados da Âmbar Energia , o promotor responsável determinou o envio de ofícios ao IBAMA para verificar se o órgão federal também realizou autuações na mesma usina, garantindo a unificação de provas para responsabilizar a concessionária e exigir a recuperação do ecossistema amazônico.