
David Almeida (Avante) e sua irmã e ex-secretária titular da Secretaria Municipal de Educação (Semed) Dulce Almeida, entram na mira do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), por utilizarem as escolas da rede municipal para a “obtenção ilícita de votos em eleição”, a favor da reeleição do prefeito.
A 46ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa e Proteção do Patrimônio Público (PRODEPPP) iniciou a abertura de um processo para apurar a suposta prática de “condutas em desvio de finalidade” para a obtenção de votos a favor da reeleição do prefeito David Almeida durante as eleições em 2024.
De acordo com um relatório do MP-AM, Dulce Almeida, irmã do prefeito e então secretária da Semed, teria consistindo “na realização de reuniões irregulares nas escolas municipais de Manaus, entre gestores e pais de alunos”, para pedir votos a David Almeida.
À 58ª Zona Eleitoral estaria investigando os fatos denunciados ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e deve repassar informações ao MP-AM, “sobre eventual investigação eleitoral ou ajuizamento de ação eleitoral destinada a apurar captação ilícita de votos” a partir de reuniões feitas dentro das escolas municipais.

As reuniões teriam ocorrido entre 14 e 23 de outubro de 2024, entre o primeiro e o segundo turno da eleição municipal para prefeito de Manaus, que culminou na reeleição de David Almeida.


