
Manaus- A rede de plano de saúde Hapvida, lidera no número de processos por negligência médica nos últimos anos.
Uma das vítimas do hospital foi identificada como Márcia Dayana Cabral de 38 anos, que morreu após um procedimento no pós-parto.
Segundo familiares, a principal motivação para a morte da gestante foi negligência médica do hospital que fica localizado no bairro de Adrianopólis, zona Centro-Sul da capital amazonense.
De acordo com uma amiga da vítima, a enfermeira Arlene Rocha, de 37 anos, a grávida deu entrada no hospital por volta de meia noite, mas só foi atendida cinco horas depois.

Na ocasião, Márcia estava com 7 meses de gestação chegou a ficar internada mas teve alta no dia seguinte. Após 3 dias, a gestante teve fortes dores e sangramento e mais uma vez a demora no atendimento fez com que mãe e filho viessem a óbito na unidade de saúde.
Esse foi apenas um dos casos dos mais de 400 que a rede de saúde Hapvida responde por negligência médica.
Em breve consulta realizada pela equipe de reportagem do portal Abutre da Notícia ao site JusBrasil, mais de 400 processos foram encontrados contra a Hapvida.

Para as família que perderam seus entes queridos restou apenas a saudade e a cobrança por justiça, familiares relatam que a empresa coloca a maioria dos processos em segredo de Justiça como forma de calar a voz de parentes e logo cair no esquecimento.

Outra vítima do hospital foi Arthur Areias, 10 anos, que morreu após suposta negligência médica durante uma cirurgia, no hospital Rio Negro da Hapvida. O caso foi relatado pelo pai da vítima, o advogado Robert Lincoln, nas redes sociais.
Segundo a publicação do advogado, foi constatado um sopro no coração da criança e ela teria que passar por procedimento cirúrgico. Após diversos exames, teriam dito que o menino estava apto para o procedimento. Ainda segundo relato do pai, os médicos teriam garantido que o processo era simples e estavam prontos para qualquer imprevisto.
“Não foi uma cirurgia de emergência ou urgência. Houve 2 meses de pré-operatório e preparo para a cirurgia. Foi uma cirurgia eletiva. Todos os médicos me garantiram o êxito da cirurgia”, disse Robert Lincoln em desabafo nas redes sociais.
Mas durante a cirurgia o menino veio à óbito. Segundo o pai da criança, o hospital alegou que houve complicações e, também, teria sido por conta da diabetes. O advogado contesta a versão e disse que conversou diversas vezes com os médicos sobre os riscos. E que todas as vezes foi informado que o filho ficaria bem.


