
Pelo menos 17 veículos foram incendiados, entre eles sete ônibus do transporte coletivo, na madrugada deste domingo (6), em várias zonas de Manaus. De acordo com informações preliminares, os atos violentos teriam sido comandados pela facção criminosa Comando Vermelho (CV) em resposta à morte do membro da organização, Erick Batista Costa, o ‘Dadinho’.
Segundo informações, Dadinho era ‘conselheiro’ da facção criminosa e foi morto por policiais das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), no sábado (5), após trocar tiros com a polícia, no bairro Novo Aleixo, Zona Norte da cidade. Membros da facção teriam ficado revoltados com a morte e dispararam diversas mensagens pelos aplicativos ameaçando a população manauara.
O secretário de Segurança Pública, coronel Louismar Bonates, se reuniu com a cúpula da segurança no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) logo nas primeiras horas deste domingo, para tratar das ocorrências de incêndio registradas na capital. A Polícia Militar já está em operação na capital desde os primeiros registros de ocorrência. Logo mais a Secretaria também irá falar com a imprensa.
Em nota, o Sinetram repudiou os atos de vandalismo ocorridos nas primeiras horas deste domingo, em que 7 ônibus do transporte coletivo foram incendiados dentre outros atos violentos. “A violência das ações, aparentemente de caráter terrorista, causou pânico nos operadores do serviço, pois há relatos de grupos encapuzados e armados praticando tais atos, sendo que, por isso, toda a frota foi recolhida”, informou o órgão.
Na nota, o Sinetram pediu ainda que as autoridades públicas competentes imediatas e urgentes tomassem providências para a identificação dos criminosos e para a cessação da onda de violência a fim de que seja viabilizada a normalização do serviço essencial de transporte coletivo.
“Atos dessa natureza, além de serem crimes de dano e ilícitos civis, visam disseminar o medo e inviabilizam o serviço essencial. Diante desse cenário, os maiores prejudicados são o usuário do transporte coletivo e os trabalhadores do sistema de transporte cujas vidas estão em risco”, pontuaram.


