
A Prefeitura de Parintins abriu o 1º Encontro Municipal de Saúde Mental e Valorização da Vida, com o tema “Saúde Mental em Foco: Reflexões e Estratégias para a Valorização da Vida”. A programação é realizada no auditório da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e reúne profissionais, estudantes e usuários dos serviços de saúde.
Promovido pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Rede de Atenção Psicossocial, CAPS AD e CAPS II Adolfo Lourido, o encontro discute prevenção, acolhimento e estratégias para ampliar o atendimento em saúde mental no município.
Participaram da abertura o prefeito Mateus Assayag, secretários municipais, o vereador Fábio Cardoso, profissionais da área, estudantes e usuários da rede.
Mateus Assayag afirmou que o município precisa transformar o debate sobre saúde mental em políticas públicas e ampliar os investimentos na rede de atendimento.
“Temos que ter mais empatia, mais cuidado e olhar para as pessoas com mais amor, carinho e acolhimento. Também precisamos transformar tudo isso em políticas públicas que possam salvar vidas e levar mais acolhimento às pessoas, por meio dos profissionais da nossa rede, que temos incentivado, capacitado e buscado cada vez mais investir em equipamentos para atender e cuidar de quem precisa”, disse.
O secretário municipal de Saúde, Clerton Florêncio, destacou a importância da escuta e do acolhimento como instrumentos de prevenção.
“Quando falamos em saúde mental, falamos também de cuidado, acolhimento, pertencimento, esperança e valorização da vida. Precisamos estar dispostos a escutar as pessoas, seja um colega, um amigo, um irmão ou alguém da nossa família. Essa escuta é fundamental para fortalecer as ações de prevenção e cuidado em saúde mental no município”, afirmou.

Construção coletiva
A coordenadora municipal de Saúde Mental, Maíra Costa, disse que o encontro pretende envolver profissionais, acadêmicos e a sociedade na formulação de estratégias para fortalecer a rede de atendimento.
“Falar sobre saúde mental e manutenção da vida é um papel de todos nós. O intuito desse evento é criar uma pauta de cuidado em saúde mental e, por meio da construção coletiva, avançar nessas discussões”, afirmou.
O médico psiquiatra Paulo Arthur defendeu que a discussão sobre prevenção ao suicídio seja acompanhada de medidas concretas, tanto no cotidiano quanto nas políticas de saúde.
“Não basta apenas falar sobre suicídio. Precisamos propor medidas práticas no dia a dia e também no âmbito da gestão e da saúde para tentar mitigar os impactos desse tema”, ressaltou.
A programação reúne profissionais e estudantes de diferentes áreas e busca ampliar a integração entre os serviços que compõem a rede municipal. As discussões abordam prevenção, identificação de situações de risco, acolhimento e atendimento às pessoas que necessitam de acompanhamento em saúde mental.



