
O ex-prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), é acusado de estar distribuindo gasolina para motoqueiros no interior do Amazonas, para que eles participem de suas carreatas, para que elas não fiquem esvaziadas.
Em visita ao município de Lábrea, uma denúncia anônima indica que David e seus aliados estariam distribuindo combustível para ter apoio de mototaxistas para realizar carreatas pela cidade, para mostrar força política nas rede sociais.
Imagens mostram a aglomeração de motoqueiros em um posto de gasolina, onde receberam gasolina em troca de sua participação na carreata em prol a pré-candidatura de David Almeida ao Governo do Amazonas.

Essa movimentação ocorre por conta do nome do ex-prefeito de Manaus David Almeida, aparecer entre os nomes mais rejeitados nas principais pesquisas divulgadas nos últimos meses, em um cenário de desgaste político crescente e dificuldade de expansão eleitoral fora da capital.
Além do desgaste administrativo, David Almeida chega à pré-campanha carregando uma série de polêmicas, denúncias e investigações envolvendo sua gestão e aliados políticos. O ex-prefeito tem sido alvo frequente de questionamentos e representações em órgãos de controle como o Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado do Amazonas, Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas e Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, além de outras instituições fiscalizadoras.
Nos bastidores, aliados afirmam que o ex-prefeito estaria em “modo desespero” diante da dificuldade de conter a gigantesca rejeição registrada nos levantamentos eleitorais. A preocupação vai além da disputa pelo governo. Dentro do grupo político, há temor de que uma derrota possa representar perda de influência política, enfraquecimento do Avante no estado e até o possível fim da carreira política de David Almeida.
De acordo com a Legislação, distribuir gasolina ou presentes para eleitores é crime, e pode cassar candidaturas e até políticos com mandatos, ficando vedada qualquer tipo de propaganda política paga no rádio e na TV antes do período oficial de campanha eleitoral; pedidos explícitos por votos, ou a utilização das “palavras mágicas”, com a mesma finalidade.
A lei também prevê multa de R$ 5.000 a R$ 25.000, ou ao equivalente ao custo da propaganda, se este for maior, para o responsável por material que viole as normas e para o beneficiário, se comprovado o seu prévio conhecimento.


