
Os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), Ari Moutinho e Luis Fabian, debateram durante a sessão plenária desta segunda-feira (09/03), sobre as questões envolvendo programas voltados à área educacional.
Durante o debate, o conselheiro Ari Moutinho questionou a transparência em contratos firmados durante a gestão de Fabian à frente da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), cargo que ocupou entre 2019 e 2022.
Ainda segundo o conselheiro Moutinho, apesar dos recursos volumosos investidos, os índices educacionais do estado permanecem insatisfatórios, afetando diretamente a dignidade de milhares de alunos e famílias que dependem do sistema público.
Então Moutinho lançou um desafio público ao colega Luís Fabian Barbosa; o de quebrar simultâneamente seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além da abertura de registros de viagens e evolução patrimonial.
Ari Moutinho Junior, levantou suspeitas sobre a influência de um personagem conhecido nos bastidores como “Branquinho” na gestão de recursos públicos do governo estadual.
Durante a sessão, o conselheiro classificou a situação como “sórdida” e afirmou que o apelido aparece com frequência em e-mails e mensagens de WhatsApp trocadas entre servidores e gestores.
Segundo ele, expressões como “o Branquinho mandou” ou “o Branquinho autorizou” estariam sendo utilizadas como referência a decisões que partiriam desse suposto operador, que teria trânsito livre em diferentes secretarias e influência direta sobre ordens executadas dentro da estrutura governamental.
As declarações geraram repercussão durante a sessão do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas e devem ampliar o debate sobre transparência e controle na administração pública estadual.


