
O ex-prefeito de Borba (AM), Simão Peixoto Lima, pode voltar a enfrentar prisão caso o inquérito da Operação “Voz do Poder” avance para denúncia formal ou surjam novos elementos que justifiquem medida cautelar mais gravosa. A investigação é conduzida pela Polícia Federal com acompanhamento do Ministério Público Federal e apura supostas irregularidades na aplicação de recursos federais destinados à merenda escolar durante a pandemia, nossa equipe recebeu informações exclusivas que podem tornar réus em esfera criminal Simão e empresários ligados a sua gestão em Borba.
O procedimento tramita na Justiça Federal sob o Inquérito Policial nº 0002258-05.2024.4.01.3200. Em janeiro de 2024, foi decretada a prisão preventiva e o afastamento do então prefeito por 180 dias, sob o fundamento de risco à instrução processual. A decisão foi posteriormente revogada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, permitindo que ele respondesse em liberdade.
Além do ex-gestor, empresários e empresas que mantiveram contratos para fornecimento de gêneros alimentícios à Prefeitura de Borba também estão sob análise. Entre as fornecedoras contratadas na gestão investigada constam RN Albuquerque Brasil Eireli, MMB Lopes Comércio e Representação – ME, L R J Aguiar Ltda – Eireli, YA da Rocha Comércio e Serviços e Du Primo Comércio de Gêneros Alimentícios Ltda.
A apuração examina possíveis divergências entre valores pagos e produtos efetivamente entregues, regularidade documental e eventual participação de particulares em irregularidades contratuais. Caso o Ministério Público Federal ofereça denúncia e a Justiça Federal a receba, os investigados poderão se tornar réus e responder por crimes como peculato, fraude à licitação e outros delitos contra a administração pública.
Até o momento, não há condenação definitiva relacionada à operação. O inquérito segue em andamento, e todos os citados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.


