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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Justiça arquiva caso do “QG do Crime” por falta de provas lícitas

A Justiça Eleitoral determinou o arquivamento do inquérito policial instaurado pela Polícia Federal que apurava supostos crimes eleitorais e conexos ocorridos durante as eleições municipais de 2024, no município de Parintins, no Amazonas.

A decisão foi proferida pelo juiz Otávio Augusto Ferraro, da 4ª Zona Eleitoral de Parintins, que acolheu manifestação do Ministério Público Eleitoral. No pedido, o MP sustentou a insuficiência absoluta de provas lícitas quanto à autoria e à materialidade dos fatos, concluindo pela ausência de justa causa para o ajuizamento de ação penal.

O ponto central das investigações era o chamado vídeo do “QG do Crime”, que mostraria uma reunião supostamente destinada a discutir estratégias para favorecer a então candidata Brenna Dianná (União) na disputa eleitoral. Contudo, segundo o Ministério Público, o material teria sido obtido por meio de gravação ambiental clandestina, o que comprometeu sua validade jurídica como prova.

Com o arquivamento do inquérito, ficam beneficiados os ex-gestores do Governo do Estado Armando do Valle, Marcos Apolo Muniz, Fabrício Barbosa e Jackson Santos, que eram citados no contexto das investigações.

O caso veio a público em outubro de 2024, quando o vídeo começou a circular nas redes sociais e gerou repercussão política e judicial. Agora, com a decisão da Justiça Eleitoral, o procedimento é oficialmente encerrado por falta de provas legais.